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Velório de Benedito Ruy Barbosa será aberto ao público; saiba os detalhes da despedida

Luto na dramaturgia! O velório do escritor e dramaturgo Benedito Ruy Barbosa será realizado nesta terça-feira, 7, na cidade de São Paulo. A despedida ocorrerá no Funeral Home, localizado no bairro da Bela Vista, das 15h às 21h. Durante uma hora, entre 15h e 16h, o espaço estará aberto para que admiradores possam prestar homenagens ao autor.

Considerado um dos principais responsáveis pela história da teledramaturgia brasileira, Benedito morreu aos 95 anos após sofrer complicações relacionadas à insuficiência renal crônica. A confirmação do falecimento foi divulgada pelo Hospital do Coração (HCor), onde o dramaturgo recebia atendimento médico.

Em janeiro deste ano, Benedito permaneceu internado por 19 dias devido a uma infecção urinária agravada por seu problema renal. Nos últimos anos de vida, o autor passou por diversos períodos de hospitalização em função da evolução da doença.

Com uma trajetória de mais de 50 anos dedicada à televisão, Benedito Ruy Barbosa deixou uma marca profunda na cultura brasileira. Responsável por grandes sucessos como “Pantanal”, “O Rei do Gado” e “Terra Nostra”, destacou-se por suas narrativas que abordavam o campo, a migração e as mudanças sociais do Brasil, sempre com histórias envolvendo dramas familiares, relações intensas e grandes conflitos humanos.

Famosos lamentam a morte de Benedito

Tony Ramos lamentou a perda e relembrou os últimos dias do autor. “Eu estava lamentavelmente esperando essa notícia. Edmara, a filha de Benedito, estava nos prevenindo há cerca de três dias, mais ou menos, que o grande Benedito, o nosso Bene, estava indo embora”, declarou, visivelmente emocionado.

“Esse homem está descansando com méritos, porque foi um cara que sempre se preocupou com um país melhor, sempre e sempre. Está aí o neto dele [Bruno Luperi] que pode continuar sua obra lindamente”, complementou Tony.

Vanessa Giacomo também usou as redes sociais para prestar sua homenagem. A atriz, que teve destaque em Cabocla, recordou que Benedito foi responsável por lhe dar sua primeira oportunidade na televisão. “Hoje nos despedimos de uma pessoa maravilhosa que me deu a chance do meu primeiro trabalho. Sou eternamente grata por todo o apoio e carinho que recebi. Meus sentimentos à família e aos amigos, que também sentirão muito a falta dele. Seu legado e as memórias que construímos juntos estarão sempre no meu coração. Descanse em paz”, escreveu.

Regiane Alves também lamentou a morte do autor e destacou sua importância para a dramaturgia nacional. “E hoje perdemos o grande Benedito Ruy Barbosa, autor que retratou o nosso Brasil como ninguém. Obrigada pela Belinha e pelas as amizades que vieram através desse trabalho tão especial que foi Cabocla”, publicou.

Zezé Motta se despediu do escritor com uma homenagem nas redes sociais, descrevendo Benedito como um “amigo e um dos maiores gênios da dramaturgia brasileira”. “Recebi com muita tristeza a notícia da partida de Benedito Ruy Barbosa”, afirmou.

Eriberto Leão, que trabalhou em Cabocla, Sinhá Moça e Paraíso, também relembrou a importância do novelista. Para o ator, Benedito foi “o Brasil profundo, o Brasil real na sua essência mais sagrada e potente”.

Em seguida, Eriberto agradeceu pelo legado deixado pelo autor. “Minha gratidão eterna, mestre. Gratidão pelo nosso povo que se viu e poderá sempre se ver na sua integridade através de suas obras, das quais tive a honra de fazer parte em Cabocla, Sinhá Moça e Paraiso. Personagens que mudaram a minha vida não apenas profissionalmente mas espiritualmente”, completou.

Lavínia Vlasak: “Com muita tristeza recebi a notícia da partida de Benedito Ruy Barbosa. Um homem que dedicou a vida a contar histórias que marcaram gerações inteiras e alegraram muitas vidas. Uma dessas histórias foi o Rei do Gado, novela que fez parte de mim de um jeito muito especial. Mudou a minha trajetória”, escreveu a atriz que viveu Lia Mezenga em O Rei do Gado (1996).

Maria Bethânia: “Autor de belas obras, Benedito Ruy Barbosa foi um dos fundadores da teledramaturgia brasileira. E o Brasil de Ruy Barbosa era o Brasil rural, com sua poesia e estética bucólicas”, escreveu.

Bethânia também relembrou sua ligação com as obras do novelista ao destacar que sua voz esteve presente nas trilhas sonoras de Pantanal (1990), Renascer (1993), Sinhá Moça (2006) e Velho Chico (2016).

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