Vice de Flavio é alvo de pedido de investigação da PF no Supremo por suspeita de estupro de vulnerável

Anunciado como vice de Flávio Bolsonaro (PL), o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi alvo de pedido de investigação da Polícia Federal no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de estupro de vulnerável.
O parlamentar já responde a uma investigação de desvio de emendas parlamentares – esta, no TCU (Tribunal de Contas da União).
Após uma análise prévia, na qual viu elementos para pedir a continuidade da investigação, a PF requisitou ao STF, em abril deste ano, a abertura de inquérito para investigar acusações levadas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).
A acusação sustenta que há documentos e áudios que indicam que Gaspar teria mantido uma relação com uma adolescente de 13 anos, que teria resultado em uma gravidez. A denúncia também aponta supostas tentativas de suborno para manter o silêncio da família.
Para que Gaspar seja formalmente investigado, é necessária uma decisão do relator, o ministro Gilmar Mendes, determinando a abertura do inquérito. Mas, antes disso, ele pediu um posicionamento da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o caso.
Gaspar nega as acusações e diz que há uma “perseguição política” pela atuação na CPMI do INSS. Afirma ainda que se submeteu a um exame DNA para provar que é inocente.
Durante o anúncio, Flávio exaltou o trabalho de Gaspar na CPMI do INSS, na qual pediu o indiciamento de Fábio Luis, o Lulinha, filho do presidente, e também defendeu o combate à corrupção.
O deputado também é investigado por suposto desvio de emendas parlamentares. O caso está sendo apurado pelo TCU. A suspeita é sobre repasses de R$ 6 milhões ao município de São José da Laje (AL).
Técnicos do tribunal identificaram suspeitas de irregularidades no envio de emendas Pix —mecanismo já investigado pelo STF que permite o envio direto de verbas para estados e municípios.
Com base na apuração do TCU, Lindbergh pediu abertura de investigação criminal contra o deputado. A PGR, no entanto, determinou o arquivamento do pedido. A investigação no TCU segue em andamento.
Quando a investigação foi aberta, Gaspar disse que “todas as ações foram realizadas dentro da legalidade e das normas vigentes”.
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Folha de São Paulo



