O movimento de Jaques Wagner que enfureceu a Associação Médica Brasileira

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A Associação Médica Brasileira expressou forte descontentamento com o freio imposto ao avanço do Projeto de Lei nº 1.365/2022, que cria um piso salarial nacional para a categoria.
A insatisfação da AMB veio à tona após dez senadores protocolarem um recurso que obriga a votação da matéria no plenário. A entidade afirma que a manobra política atrasa o envio da proposta à Câmara dos Deputados, o que prejudica a valorização dos médicos brasileiros e impede uma melhor distribuição dos profissionais da saúde pelas diversas regiões do país, o que só vai ocorrer com a garantia de condições dignas de remuneração à classe.
O Recurso nº 6/2026 foi encabeçado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). Os outros nove senadores que assinaram eletronicamente foram:
- Alessandro Vieira (MDB-SE)
- Beto Faro (PT-PA)
- Camilo Santana (PT-CE)
- Eduardo Girão (NOVO-CE)
- Jader Barbalho (MDB-PA)
- Jorge Kajuru (PSB-GO)
- Jussara Lima (PSD-PI)
- Otto Alencar (PSD-BA)
- Teresa Leitão (PT-PE)
A iniciativa do grupo, que é formado por parlamentares governistas e aliados, na prática retirou o caráter terminativo do projeto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Em nota, a AMB criticou a articulação dos senadores e defendeu que o estabelecimento de um piso salarial nacional é “um importante e necessário instrumento de reconhecimento da relevância social da profissão, de enfrentamento à precarização das relações de trabalho e de fortalecimento das condições de assistência prestada à população”.
O presidente da Associação Médica Brasileira, César Eduardo Fernandes, é quem assina o posicionamento que reforça o compromisso da entidade com o respeito à profissão médica, a busca por uma remuneração justa e a garantia de uma estrutura de trabalho adequada, que permita aos profissionais o exercício da Medicina de forma ética, segura e focada no paciente. E, por isso, a AMB, que atua como porta-voz da classe, deve permanecer atenta ao avanço da proposta no Congresso Nacional.
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