Esporte

Coanfitrião na Copa, México domina Equador e passa sem sustos para as oitavas

Embalado por um Estádio Azteca lotado, o México não teve dificuldades para se classificar às oitavas de final da Copa do Mundo ao derrotar o Equador por 2 a 0, nesta terça-feira (30).

A seleção fez prevalecer a força da torcida durante a partida e conquistou uma vitória convincente sobre os equatorianos. O Equador, por sua vez, se despede da Copa após uma campanha irregular.

Com a vitória, o México se mantém como uma das seleções com vitórias em todos os jogos da Copa do Mundo da América do Norte até aqui. Foram quatro. Além disso, continua entre as que não sofreram gols.

Os mexicanos aguardam o confronto entre Inglaterra e República Democrática do Congo para conhecerem o adversário das oitavas de final. Ingleses e congoleses entram em campo nesta quarta-feira (1º), às 13h.

A partida desta terça foi atrasada em uma hora em razão do protocolo de tempestade acionado na Cidade do México, sede do confronto.

Foi a segunda vez que a regra foi aplicada nesta Copa. Antes, o duelo entre França e Iraque, na fase de grupos, ficou paralisado por duas horas.

Durante a etapa inicial, o México foi superior, com maior volume de jogo e mais objetividade. A equipe começou pressionando o Equador, com as principais jogadas saindo pelo lado direito do ataque mexicano.

Foi por esse setor que, logo no início da partida, Romo cruzou para Raúl Jiménez. O centroavante infiltrou-se em velocidade, subiu mais do que o defensor e cabeceou perto da meta de Galíndez.

Aos 21 minutos, o ponta-direita Alvarado disputou a bola no meio-campo, levou a melhor e lançou Quiñones. O atacante arrancou de antes da linha do meio-campo, evitando o impedimento, avançou sozinho, driblou um zagueiro equatoriano e finalizou forte no canto direito de Galíndez: 1 a 0.

Aos 30 minutos, o México ampliou. Raúl Jiménez roubou a bola, tocou para Quiñones, recebeu de volta e finalizou no canto da meta equatoriana, à esquerda do goleiro, para marcar um belo gol.

O Equador tentava explorar os contra-ataques e encontrar a defesa mexicana desorganizada. A equipe também apostava nas jogadas individuais.

As principais chances surgiam pela combinação entre Angulo e Hincapié pelo lado esquerdo e pelas arrancadas de Yeboah. Em duas oportunidades, o atacante equatoriano levou perigo ao gol mexicano na etapa inicial.

No segundo tempo, Equador se lançou mais ao ataque. O treinador Sebastián Beccacece fez mudanças para pressionar em busca da classificação, como substituir o zagueiro Ordóñez pelo ala Medina. Ainda assim, o time mexicano foi superior.

Os equatorianos sofriam com um de seus principais problemas no Mundial: a falta de precisão. Antes da partida desta terça-feira, o time havia finalizado 46 vezes no torneio, mas convertido apenas 4% das tentativas em gol.

Antes do jogo acabar, aos 49 minutos do segundo tempo, o lateral Hincapié foi expulso por cobrir a boca com a mão. O protocolo já havia sido ativado na partida entre Paraguai e Turquia, pela fase de grupos do Mundial. Pela nova regra da Fifa, essa ação é proibida e punida com o cartão vermelho.

O Equador teve uma fase de grupos vacilante, empatando com Curaçao, perdendo da Costa do Marfim e ganhando da Alemanha.

O desempenho contrariou a expectativa criada antes do início do torneio. Nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa, a seleção terminou atrás apenas da Argentina na tabela de classificação.

O México, por outro lado, se classificou como líder do Grupo A, com 9 pontos. Apenas França —que venceu a Suécia mais cedo nesta terça— e, eventualmente, a Argentina, caso avance com vitória na fase de 32 equipes, podem igualar a campanha perfeita.

A seleção também manteve outra marca: a baliza intacta. Até aqui, o goleiro Tala Rangel não sofreu gol. A Espanha, que ainda enfrenta a Áustria na fase de 32 equipes, pode alcançar o mesmo feito.

Com a classificação, os mexicanos voltam a figurar entre as 16 melhores seleções do Mundial. A equipe chegou às oitavas de final na Copa da Rússia, em 2018, mas foi eliminada pelo Brasil.

Caso avance, o time reeditará as suas melhores campanhas em Copas: em 1970 e 1986, a seleção foi até as quartas de final.


Esporte / Folha de São Paulo

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo