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Espanha pode encerrar carreira de Lukaku e De Bruyne em Copas

(O Globo) O início de uma grande história ou o fim grandioso de outra estarão no fio da navalha hoje, às 16h, no SoFI Stadium, em Los Angeles, quando a Espanha dos jovens Lamine Yamal, Pedri e Pau Cubarsí tentarão provar o seu valor no maior holofote do futebol mundial, e acabar de vez com as chances da experiente Bélgica, de conquistar a Copa do Mundo, com as figurinhas carimbadas Romelu Lukaku, Kevin De Bruyne e Thibaut Courtois.

O duelo das quartas de final pende ao favoritismo espanhol devido à mescla de nomes frescos, mas já reconhecidos em seus respectivos clubes, com atores já estabelecidos, como o Bola de Ouro de 2024, Rodri.

Destaque da Eurocopa de 2024, Yamal, de 18 anos, era a grande aposta espanhola no torneio e, embora o atacante do Barcelona-ESP tenha marcado um gol e feito boas partidas, ainda não conseguiu entregar uma atuação “hors concours”.

— Acho que dá para ver uma evolução muito clara, ele amadureceu, é admirável. As pessoas que o criticam… aos 18 anos, o que teriam feito se fossem o Lamine? Ele está lidando muito bem com isso — disse à DAZN o companheiro de seleção Nico Williams, de 23 anos, que virou desfalque após lesão no músculo adutor da perna direita, no duelo com o Uruguai, na fase de grupos. Mas ressaltou: — Vejo que ele está ansioso para participar. Ele precisa arriscar para provar que é o melhor, precisa continuar tentando.

Já o companheiro de clube, o zagueiro Cubarsí, de 19 anos, foi uma das peças fundamentais para o impenetrável sistema defensivo. Até o momento, a seleção é a única que não sofreu gols. O ponta-esquerdo Baena, de 24 anos, completa a lista dos jovens titulares e estreantes, com um gol marcado.

Mesmo ainda aos 23 anos, Pedri chega com a experiência precoce de um Mundial, embora a vivência não tenha sido uma das melhores: a seleção foi eliminada na edição de 2022 ainda nas oitavas de final, para o Marrocos. O meia não teve participações diretas em gol, mas é um dos motorzinhos que fazem a Espanha de Luis De La Fuente uma controladora de ritmo de jogo.

Na outra ponta, o trio belga foi a face dos “diabos vermelhos” nos últimos 12 anos. Ao lado deles, outros grandes nomes como Eden Hazard ajudaram a erguer a mística em torno da “geração belga”, no passado, mas foram eles que se mantiveram no posto ao longo de quatro edições do Mundial. Incluindo, na eliminação do Brasil na Copa de 2018 na Rússia, que contou com gols do atacante e do meia, além de grande atuação do goleiro. Agora, os jogadores transitam entre a passagem de bastão e a tentativa de manter algum destaque.

Esse protagonismo alçou Lukaku, de 33 anos, à artilharia do país, com 93 gols em 131 partidas — ele também é nome que mais vezes balançou as redes em Mundiais, com sete atentos. E mesmo chegando ao torneio sem estar em plenas condições físicas — devido a lesões musculares recorrentes desde agosto — ele conseguiu ser um amuleto marcando gol em três partidas seguidas, entrando no segundo tempo.

Belga ibérico

Sempre consistente, Courtois, de 34 anos, segue prevenindo a rede belga de ser balançada há 15 anos. Ele é o arqueiro que mais vezes representou a seleção e chega com um tesouro para o duelo: informação. O belga já é mais do que acostumado com grande parte do elenco espanhol, e pode levar isso como diferencial para o duelo, já que totalizou 12 anos no país. Primeiro, pelo Atlético de Madrid (2011-2014) antes do Chelsea-ING e depois retornando para jogar pelo Real Madrid — de 2018 até atualmente.

Nova capitania

Maestro do meio de campo, De Bruyne, de 35 anos, entregou grandes recitais ao longo dos 16 anos de convocações. Mas, entre os medalhões se tornou o nome que mais desarmonizou no torneio. Não pela qualidade técnica, pois chegou a marcar um gol e se mantém afinado com os passes decisivos, mas pela capacidade de dar intensidade ao jogo.

Tanto que foi substituído no início do segundo tempo do duelo contra o Senegal, na primeira partida do mata-mata, e viu do banco a virada heroica de 3 a 2. No duelo seguinte, nas oitavas, já foi sacado dos 11 titulares contra os Estados Unidos. Raskim, de 25 anos, fez nova grande partida, na goleada por 4 a 1. E, Tielemans, passou a atuar na faixa de campo do meia. Mais do que isso, o jogador de 29 anos tomou a responsabilidade de ser o capitão da equipe.

O treinador Rudi Garcia chegou a ser questionado pela imprensa durante coletiva nas Eliminatórias Europeias, mas justificou a sua escolha de nomear Tielemans como novo capitão como a ponte entre as eras.

— Houve consenso unânime entre a comissão técnica e os jogadores. Ele é a ligação entre a ‘geração de ouro’ e os jogadores mais jovens — disse, em setembro.


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