Política

Veja imagens da espingarda de Jair Bolsonaro apreendida com morador de Cachoeirinha, no RS

A Polícia Federal do Rio Grande do Sul formalizou nesta sexta-feira, 10, a informação ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a apreensão da espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse foi o último dos dez armamentos em nome dele que o ministro Alexandre de Moraes mandou recolher para as mãos do poder público. Imagens apresentadas ao STF (veja abaixo) mostram que o armamento era decorado com a estampa da bandeira do Brasil.

Um rifle de assalto camuflado em tons de verde, amarelo e azul, com dois carregadores, dentro de um estojo preto acolchoado com espuma, sobre um sofá marrom
Espingarda de Bolsonaro apreendida pela PF no Rio Grande do Sul (Reprodução/Reprodução)

No começo da semana, a defesa do ex-presidente disse que essa espingarda, da marca Maestro Arms Company (M.A.C), modelo AR-05-16, calibre 12 GA, estava em uma loja de armamentos em Caixas do Sul, cidade a cerca de 120 quilômetros de Porto Alegre. No entanto, na quarta-feira, 8, um morador de Cachoeirinha, município da região metropolitana da capital gaúcha, procurou a PF para entregar o armamento. Por conta desses desencontros, Moraes determinou uma busca e apreensão na residência do ex-presidente, atrás de outras armas e munições. Nada foi encontrado.

Na mensagem enviada à PF, o morador de Cachoeirinha afirma que, como não tem autorização para transportar a espingarda de um local para o outro (Guia de Tráfego), os agentes precisavam buscá-la dentro da casa dele. Segundo o ofício da PF apresentado nesta sexta ao Supremo, a arma dada de presente a Bolsonaro nunca foi buscada por ele, permanecendo nas mãos do proprietário anterior.

“Cumpre rememorar que, conforme exaustivamente apurado nesta especializada, embora a arma tenha sido sistemicamente transferida para o alvo da medida judicial em 2022, a tradição física (termo jurídico para a entrega de um bem) nunca ocorreu, permanecendo o bem sob a posse contínua do alienante original”, diz trecho do ofício. Um delegado, uma escrivã e dois policiais federais foram até a residência do morador de Cachoeirinha e, com o consentimento dele, entraram na casa para pegar o armamento. Ele estava guardado dentro de um case próprio.

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