União e PP se reúnem nesta semana, em meio a incertezas que rondam a candidatura de Flávio Bolsonaro

A poucos dias da definição das candidaturas, o arco de partidos aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), formado por caciques do centrão, deve se reunir nesta semana para uma espécie de terapia de grupo, em função das incertezas que rondam a candidatura do filho de Jair Bolsonaro (PL). Notícias enviadas aos aliados, de que Flávio poderia ser alvo de nova onda de revelações constrangedoras nesta pré-campanha dominam o debate nos bastidores da federação União-PP, alimentando rumores de que algumas siglas podem desistir de apoiar o nome do senador.
O discurso oficial da federação é de que a possibilidade de abandono da empreitada presidencial não é debatida e que os caciques dos dois partidos aguardam o anúncio do vice, nos próximos dias. Dirigentes das legendas confessam sob condição de reserva, entretanto, que o teor de eventuais futuras denúncias pode abalar a parceria já fustigada pela demora de Flávio em decidir quem será o segundo nome da chapa à Presidência.
No encontro, os líderes dos partidos devem avaliar cenários regionais e alinhar um posicionamento para o caso de novas denúncias contra o filho primogênito de Bolsonaro.
Na última semana, a abertura de investigação sobre o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, por suposta participação em negociação de emendas, acendeu o alerta de União e PP. Entretanto, o que pode abalar uma coligação em nível nacional são novas denúncias que associem Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro, por exemplo.
O PL marcou para 25 de julho a convenção nacional para oficializar a escolha de Flávio como candidato da sigla à Presidência. O evento será realizado às 10h, no Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu, em São Paulo.
Consciente do mal-estar causado pela demora, Valdemar defende publicamente que a senadora Teresa Cristina (PP-MS) seja escolhida para vice de Flávio. Ele afirma que a ex-ministra da Agricultura atrai votos de setores como o agro, além do voto feminino.
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