Lorena Comparato desabafa sobre sintoma de câncer e médico alerta: ‘É muito comum no Brasil’

Lorena Comparato descobriu que tinha um câncer de pele e revelou ao público em 2022. Ela passou por um episódio delicado na saúde quando descobriu a doença. No caso dela, foi um carcinoma basocelular. Atualmente, a atriz está curada, mas ela já confessou que recebeu o diagnóstico após aparecer uma pinta em seu corpo e meses depois começar a sangrar.
“Estava no banho e a pinta começou a sangrar. Escorria sangue”, disse a artista em entrevista ao UOL, no ano de 2023. Hoje, a atriz Lorena Comparato se encontra livre da doença e recuperada.
Opinião do médico especialista
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Jorge Abissamra, médico oncologista e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho. Ele aponta que o carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele.
“Ele surge nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme. Costuma crescer lentamente e, na grande maioria dos casos, não provoca metástases. Apesar disso, se não for tratado, pode invadir tecidos ao redor e causar destruição importante da pele, cartilagens e até do osso”, declara.
Quais os sintomas?
Os sinais podem variar, mas os mais comuns são:
- Uma ferida que não cicatriza por semanas ou meses;
- Um nódulo brilhante, perolado ou rosado;
- Uma mancha avermelhada que descama;
- Uma lesão que sangra facilmente, forma crostas e volta a sangrar;
- Alterações em uma pinta ou lesão já existente.
No caso de Lorena Comparato, a atriz confessou que um dia percebeu que estava escorrendo sangue de uma pinta. O Dr. Jorge Abissamra Filho responde se este é um sinal que exige atenção.
“Uma lesão que sangra espontaneamente ou com pequenos traumas, principalmente quando isso se repete, é um sinal de alerta e deve ser investigada. No carcinoma basocelular, é comum a lesão formar crosta, sangrar, parecer que cicatrizou e depois voltar a sangrar. Isso não significa necessariamente câncer, mas exige avaliação dermatológica, sobretudo quando a lesão cresce, muda de aspecto ou não cicatriza”, diz.
Dados que chamam a atenção
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o carcinoma basocelular, originado de células basais da epiderme (representa cerca de 80% dos cânceres de pele). O Dr. Jorge Abissamra explica sobre a incidência da doença.
“O carcinoma basocelular é muito comum no Brasil, principalmente pela exposição intensa à radiação ultravioleta durante praticamente todo o ano, pelo hábito de exposição solar no trabalho ou no lazer e pelo efeito cumulativo do sol ao longo da vida”, revela.
Existe tratamento
Vale destacar que cada paciente é único e precisa de acompanhamento com um médico especialista para avaliar o quadro. Porém, na maioria dos casos, o tratamento é cirúrgico e tem alta chance de cura.
“Dependendo do tamanho, da localização e das características da lesão, podem ser usados cirurgia convencional, cirurgia de Mohs, curetagem, eletrocoagulação, crioterapia, medicamentos tópicos, radioterapia ou, em casos avançados, terapias sistêmicas”, diz o Dr. Jorge Abissamra.
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