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Exportações de arroz batem recorde e ajudam a recuperar preços no Brasil



As exportações brasileiras de arroz bateram recorde no primeiro semestre de 2026. Foram embarcadas 1,1 milhão de toneladas entre janeiro e junho, um aumento de 83% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O aumento das exportações de arroz contribuiu para reduzir a pressão de oferta no mercado interno, criando condições para uma recuperação gradual dos preços pagos aos produtores. A avaliação é do presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes.
Nesta terça-feira (14/7), o indicador Cepea/Irga-RS para o arroz em casca registrou a cotação de R$ 63,30 a saca de 50 quilos, uma alta de 5,10% no acumulado de julho. Desde o início de 2026, a cotação já aumentou 18,4%.
“O forte ritmo das exportações deu liquidez aos produtores, que puderam direcionar parte da produção ao mercado externo, evitando uma oferta excessiva no mercado doméstico”, analisa. Nunes também destaca que os mecanismos de apoio ao escoamento contribuíram para melhorar a remuneração da saca.
O presidente da Federarroz também ressaltou que o comércio exterior vem absorvendo parte importante da produção disponível. No primeiro semestre, a balança comercial do arroz registrou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas. “A nossa expectativa é de que o Brasil alcance cerca de 2 milhões de toneladas exportadas ao longo de 2026, com um dos maiores saldos comerciais dos últimos anos”, projeta.
Para Nunes, esse movimento já começa a refletir no mercado interno. “Os preços iniciaram um processo de recuperação e a tendência é de continuidade da valorização nos próximos meses, resultado do trabalho realizado para ampliar o escoamento da safra durante o primeiro semestre”, aposta.
Em relação ao segundo semestre, o dirigente projeta um cenário mais favorável para a cadeia produtiva do arroz. “A evolução dos preços dependerá, principalmente, do comportamento da safra norte-americana e da produção nos países asiáticos, que já sofrem influência do fenômeno El Niño”, conclui.
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Globo Rural

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