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Preço do cacau tem forte queda em NY com números fracos sobre demanda



O cacau foi o destaque entre as commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York, com forte queda nos preços na sessão desta quinta-feira (16/7). Os lotes da amêndoa para setembro recuaram 8,86%, negociados a US$ 5.362 a tonelada.
O mercado respondeu aos dados da moagem na Europa, continente onde se mais consome cacau no mundo. O processamento na região caiu 4,6% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para 331,7 mil toneladas.
“Embora o resultado europeu tenha ficado ligeiramente melhor do que parte do mercado esperava, ele confirma uma tendência preocupante. Este é mais um trimestre consecutivo de volumes inferiores aos registrados nos últimos anos, mantendo o processamento europeu nos menores níveis da última década para um primeiro semestre”, destaca análise publicada no site Mercado do Cacau.
Na Ásia, por outro lado, o processamento avançou 25% no mesmo período, alcançando 224,6 mil toneladas.
O site especializado pontua que os números ajudam a explicar parte do comportamento recente das bolsas.
“Nas últimas semanas, os contratos futuros registraram forte valorização impulsionado pelas preocupações climáticas na África Ocidental, pelos riscos associados ao fortalecimento do El Niño e pela intensa movimentação especulativa dos fundos de investimento. Entretanto, do ponto de vista dos fundamentos da demanda, os indicadores continuam relativamente fracos”.
Café
Em um movimento de realização de lucros, o café registrou forte baixa. Os contratos do arábica para setembro fecharam em queda de 4,33%, para US$ 3,1260 a libra-peso.
De acordo com Leonardo Rossetti, analista da inteligência de mercado da StoneX, os preços passam por uma correção após o movimento atípico registrado na última semana. Em apenas um único pregão, na segunda (6), o café avançou 15%.
“Não havia motivos para uma oscilação como essa, pois, apesar do atraso, o Brasil vem colhendo uma safra recorde. O El Niño pode trazer alguma volatilidade sim, mas no segundo semestre o mercado deve olhar mais para esse cenário real, de clima favorável e ampla oferta”, destaca Rossetti.
Ainda de acordo com ele, as altas recentes podem ter ocorrido por uma antecipação por parte dos investidores dos possíveis impactos do El Niño para a produção de café.
Por fim, Rossetti lembra que ainda há espaço para novas quedas no café, mas um piso para as cotações agora está distante.
“Os patamares de preços nas últimas semanas podem ser considerados elevados diante do cenário de superávit. Acredito que o piso de US$ 2,40 já passou, mas podemos ter novas quedas, com a aceleração da colheita e também com maior fluxo de vendas por parte dos produtores”, finalizou.
Suco de laranja
Nos negócios do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) na bolsa de Nova York, os lotes para setembro fecharam em baixa de 3,64%, a US$ 1,3380 a libra-peso.
Açúcar
O açúcar também fechou a sessão com preços em forte queda. Os lotes do demerara para outubro registram baixa de 2,76%, a 14,44 centavos de dólar a libra-peso.
Algodão
O algodão fechou o dia com preços em queda, acompanhando a movimentação das principais agrícolas negociadas no pregão. Os lotes com vencimento em dezembro recuaram 2,76%, a 79,30 centavos de dólar a libra-peso.


Globo Rural

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