Governistas pressionam por fim da 6×1, mas evitam ataques a Alcolumbre após retomada de relação

O governo Lula não pretende atacar o comando do Congresso Nacional, em especial o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para cobrar o avanço da PEC que prevê o fim da 6×1.
Integrantes do governo afirmam que não vão frustrar a relação com Alcolumbre por causa do tema, principalmente depois da retomada do diálogo com o presidente Lula (PT).
Alguns governistas têm cobrado publicamente que a PEC seja pautada no plenário, mas o presidente do Senado tem dito a interlocutores que deve cumprir o prazo regimental e dificilmente a proposta deve avançar na Casa antes das eleições.
Para insistir no debate e na pressão para aprovar o texto, os governistas decidiram colocar a dificuldade de aprovação da proposta na conta do senador Flávio Bolsonaro (PL).
O PT vai reforçar que são os aliados do candidato a presidente que votaram contra a PEC que prevê o fim da 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça. A ideia é dizer que eles são inimigos do povo, numa referência ao jargão impulsionado pelo PT de “Congresso inimigo do povo”.
Na CCJ, a votação foi simbólica, mas senadores aliados de Flávio fizeram questão de registrar votos contrários à proposta.
Além do coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), também foram contra Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que foi vice de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Folha de São Paulo



