Política

Ministério Público de MG recua de homenagem a empresário, autor de frase machista

O Ministério Público de Minas Gerais recuou da homenagem ao empresário Tallis Gomes, que ficou conhecido pela declaração “Deus me livre de mulher CEO”.

A cerimônia, com a entrega da Comenda Procurador de Justiça Joaquim Cabral Netto ao empresário, estava agendada para sexta-feira (11).

No entanto, Gomes diz que um porta-voz do Ministério Público avisou que seria melhor cancelar a homenagem após protestos.

“Houve um protesto de um grupo de mulheres, o que é legítimo. Eu fico muito agradecido, mas não tenho problema nenhum com a anulação da entrega. Pelo contrário, por enquanto, em tese, a gente vive num país democrático”, disse o empresário.

“É super válido o protesto de quem se sentiu incomodado”, afirmou Gomes.

Ao Painel, o Ministério Público deliberou pela não concessão da comenda “considerando manifestações e fatos recentes relacionados ao homenageado”.

“O MPMG reitera seu compromisso com os valores institucionais que orientam sua atuação e com o respeito à dignidade de todas as pessoas”, diz o órgão, em nota.

O colar é entregue, anualmente, a pessoas físicas ou jurídicas que tenham prestado, na sua área de atuação, relevantes serviços ao órgão.

Mineiro de Carangola, Gomes, fundador da Easy Taxi e cofundador da G4 Educação, diz que é vítima de “mentiras” e “narrativas nefastas” diante da repercussão de uma postagem sua nas redes sociais.

Na ocasião, ele reagiu com a frase “Deus me livre de mulher CEO” em uma publicação no Instagram, ao responder à pergunta “se sua mulher fosse CEO de uma grande companhia, vocês estariam noivos?”.


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Folha de São Paulo

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