Política

O recado das pesquisas para Lula na reta final da campanha, segundo CEO da Nexus

A pesquisa BTG/Nexus traz um novo sinal de pressão para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva: pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente em uma simulação de segundo turno do instituto. O senador do PL marca 46%, contra 45% de Lula. A diferença de um ponto está dentro da margem de erro e configura empate técnico, mas representa uma inversão em relação à rodada anterior, quando o placar era de 46% para Lula e 45% para Flávio. (este texto é um resumo do vídeo acima)

O que mudou na disputa?

No primeiro turno, Lula continua na liderança, com 39%, mesmo percentual registrado na pesquisa anterior. Flávio, porém, avançou de 33% para 35%. Segundo Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, a diferença ainda é pequena para indicar uma tendência consolidada, mas o movimento merece atenção porque ocorre em uma eleição que permanece muito apertada.

A vantagem de Lula sobre Flávio no primeiro turno já foi maior ao longo da campanha. Agora, os quatro pontos que separam os dois candidatos também estão dentro do limite que pode configurar empate técnico, considerando a margem de erro. Para Tokarski, o presidente enfrenta o desafio de preservar essa liderança enquanto seu principal adversário recupera parte do terreno perdido.

Por que a vantagem de Flávio exige cautela?

Tokarski destaca que Flávio havia recuado de 37% para 33% na rodada anterior e agora recuperou dois pontos, chegando a 35%. No segundo turno, avançou um ponto, enquanto Lula recuou um. Para o executivo, ainda é cedo para afirmar que esse movimento representa uma tendência.

Em 13 pesquisas mencionadas por Tokarski, esta é a primeira em que Flávio aparece numericamente à frente de Lula. Nas 12 anteriores, segundo ele, a vantagem de Lula também esteve, em 11 ocasiões, dentro do empate técnico. O quadro, portanto, é de uma disputa em que pequenas movimentações podem alterar o resultado de uma rodada para outra.

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Qual é o problema para o governo?

A dificuldade eleitoral aparece também na avaliação da administração federal. A aprovação do governo oscilou de 46% para 45%, enquanto a desaprovação passou de 51% para 50%. O saldo entre os dois indicadores permanece negativo em cinco pontos percentuais.

Para Tokarski, o presidente continua competitivo e lidera o primeiro turno, mas atravessa um momento de maior dificuldade nas pesquisas. Na avaliação do CEO da Nexus, isso tende a influenciar o comportamento da campanha à medida que a eleição entra na reta decisiva.

Quem pode mudar de lado até a votação?

Um dos grupos considerados mais importantes por Tokarski é o eleitor não polarizado, que representa cerca de 20% do eleitorado. São pessoas que não se identificam fortemente nem com o lulismo nem com o bolsonarismo e que, segundo ele, apresentam maior disposição para alterar sua escolha ao longo da campanha.

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Esse eleitor também acompanha mais o noticiário, de acordo com o executivo. Por isso, acontecimentos políticos e movimentos das campanhas podem produzir oscilações entre os candidatos. Pela primeira vez, segundo Tokarski, Flávio aparece à frente de Lula no segundo turno justamente entre esses eleitores.

O que Lula precisa fazer agora?

Na avaliação de Tokarski, a campanha do presidente tende a mudar de tom na reta final. O objetivo seria interromper o momento favorável ao principal adversário e produzir fatos positivos para a narrativa eleitoral de Lula.

O CEO da Nexus ressalva, porém, que ainda há tempo para mudanças. Entre o primeiro e o segundo turno, caso haja uma segunda votação, haverá novas semanas de campanha e outros acontecimentos capazes de alterar o cenário. A leitura da pesquisa, portanto, é menos a de uma virada consolidada e mais a de um alerta sobre o grau de competitividade da disputa.

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Com Lula ainda na liderança do primeiro turno, mas Flávio numericamente à frente no segundo pela primeira vez, a pesquisa desenha uma reta final marcada por margens estreitas. Para Tokarski, o cenário mais provável neste momento não é o de um derretimento do presidente ou de um avanço expressivo do adversário, mas o de uma eleição que continuará sendo definida por pequenas oscilações.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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