Política

A angústia entre aliados bolsonaristas com a campanha de Flávio Bolsonaro

A sucessão de desgastes envolvendo a pré-campanha de Flávio Bolsonaro passou a alimentar um incômodo crescente entre aliados do campo bolsonarista. No programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o colunista Robson Bonin afirmou que a principal preocupação no entorno do senador já não está apenas nos episódios recentes de desgaste político, mas no que classificou como um “deserto de ideias” da campanha. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Segundo Bonin, a avaliação entre interlocutores do parlamentar é de que a pré-candidatura ainda não conseguiu construir uma estratégia capaz de mobilizar apoiadores nem estabelecer uma agenda política consistente para enfrentar os adversários.

Por que a viagem aos Estados Unidos virou alvo de críticas?

A análise ganhou força após a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para participar de uma audiência pública sobre o chamado tarifaço.

Para Bonin, a iniciativa acabou produzindo mais desgaste do que dividendos políticos. Na avaliação do colunista, a viagem serviu sobretudo para gerar imagens para as redes sociais, sem entregar um discurso político consistente. “A cenografia sugere que ele está trabalhando, mas pouco do que foi fazer nos Estados Unidos parece trabalho e muito mais uma performance para redes sociais”, afirmou.

As críticas já chegaram aos aliados?

O desconforto deixou de ser restrito aos bastidores. O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, alinhado à direita e crítico do governo Lula, classificou como “puro oportunismo” a proposta de adiar a aplicação das tarifas americanas sobre produtos brasileiros para depois das eleições.

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As críticas também vieram de nomes historicamente ligados ao bolsonarismo. O ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, fez uma dura avaliação da pré-campanha ao afirmar que ela “não existe”, criticando a ausência de agenda, comunicação, organização e planejamento.

Qual é a principal cobrança feita ao senador?

Segundo Robson Bonin, aliados esperam que Flávio Bolsonaro monte uma estrutura capaz de formular propostas, organizar uma estratégia eleitoral e produzir pautas que mobilizem sua base de apoio. Na avaliação apresentada no programa, a campanha ainda não encontrou um discurso capaz de ocupar o espaço político desejado pelo bolsonarismo.

Na avaliação do colunista, o senador “parece não ter essa capacidade de entrar nesses assuntos” e sua pré-campanha está “sem discurso, sem proposta” e representa “um vazio”.

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Os tropeços comprometem sua força eleitoral?

Apesar das críticas internas, Bonin ponderou que Flávio Bolsonaro continua demonstrando competitividade nas pesquisas de intenção de voto. O jornalista comparou esse comportamento a um “efeito teflon”, observando que, até o momento, os desgastes não se traduziram em perda significativa de apoio eleitoral, embora a insatisfação entre aliados seja cada vez mais evidente.

“Nada do que ele faz de errado parece influenciar muito nas pesquisas e no patamar de votos dele”, afirmou.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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