AgroCultura

A sucessão familiar no leite depende mais de tecnologia do que de tradição

Em mais de 30 anos acompanhando a pecuária leiteira, perdi a conta de quantas vezes ouvi a mesma frase: “Meu filho não quer ficar na fazenda”.

Durante muito tempo, a explicação parecia simples. Os jovens foram embora para a cidade em busca de oportunidades melhores. Mas, observando mais atentamente o que acontece dentro das propriedades, cheguei a uma conclusão diferente. Na maioria das vezes, e que já não faz sentido para a nova geração.

Recentemente, lembrei-me de uma conversa que tive em uma feira em Campos Novos, em Santa Catarina, pouco antes da pandemia, em 2020. Um produtor havia acabado de investir em automação. Quando questionado sobre o motivo da decisão, a resposta veio sem rodeios: sua filha, veterinária, havia dito que só continuaria na atividade se a fazenda desse um passo em direção à tecnologia.


Globo Rural

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