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A ‘tempestade negativa perfeita’ para Flávio Bolsonaro na nova pesquisa Quaest

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A nova pesquisa Genial/Quaest reforça a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial de 2026 e indica um momento mais favorável ao governo após meses de recuperação gradual da aprovação popular. No programa Ponto de Vista, o editor José Benedito da Silva avaliou que a sucessão de crises enfrentadas pelo senador Flávio Bolsonaro ajuda a explicar o desempenho do principal nome da oposição, mas ponderou que a disputa permanece aberta (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo o levantamento, Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Flávio. Na comparação com a pesquisa de junho, o presidente oscilou um ponto percentual para cima, enquanto o senador recuou um ponto. Nos cenários de segundo turno, Lula registra 45%, ante 37% de Flávio.

O que explica a queda de Flávio Bolsonaro?

Para José Benedito, a pesquisa reflete uma sequência de episódios que atingiram a pré-campanha do senador nas últimas semanas. Na avaliação do editor, o recuo do senador pode estar relacionado a uma combinação de fatores, como a crise com Michelle Bolsonaro, as repercussões do tarifaço dos Estados Unidos, a divulgação de áudios envolvendo aliados e operações policiais realizadas no Rio de Janeiro.

“Isso criou uma tempestade negativa perfeita para Flávio Bolsonaro”, resumiu.

Ainda há espaço para reação da oposição?

Apesar da queda registrada pela Quaest, José Benedito ponderou que o senador continua sendo o principal adversário de Lula porque nenhum outro nome da oposição conseguiu ocupar esse espaço. Ronaldo Caiado, Renan Santos, Romeu Zema e os demais pré-candidatos seguem distantes dos dois líderes da disputa. “Como não aparece nenhuma outra alternativa para encarar esse voto antipetista, Flávio continua a uma distância razoável de Lula”, afirmou.

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A vantagem de Lula pode continuar crescendo?

Ao comentar a evolução das pesquisas desde abril, José Benedito utilizou uma expressão recorrente entre analistas eleitorais para descrever o movimento observado nas curvas de intenção de voto. “A dúvida é saber se essa ‘boca do jacaré’ vai continuar abrindo”, disse, em referência ao crescimento de Lula e à queda de Flávio Bolsonaro nas simulações de segundo turno.

Segundo o editor, embora o cenário recente seja favorável ao presidente, a distância atual ainda é semelhante à observada quando Flávio foi anunciado como candidato apoiado por Jair Bolsonaro, no fim de 2025. Por isso, ele considera prematuro afirmar que a tendência será definitiva.

Por que Lula também melhorou seus índices?

Além das dificuldades enfrentadas pelo principal adversário, José Benedito atribuiu a melhora do desempenho do presidente também ao fato de Lula ocupar o Palácio do Planalto durante a pré-campanha. “O Lula tem a máquina, está no poder, está viajando pelo país inaugurando obras e lançando programas”, afirmou.

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Segundo ele, a maior exposição institucional tende a favorecer presidentes que disputam a reeleição, fenômeno que também ocorreu na campanha presidencial de 2022.

O comentarista citou ainda medidas anunciadas pelo governo, como novos programas sociais e ações voltadas à população, como fatores que ajudam a elevar os índices de aprovação da gestão federal.

A rejeição pode decidir a eleição?

Um dos dados que mais chamou a atenção na pesquisa foi a mudança nos índices de rejeição dos principais candidatos. Segundo a Quaest, Flávio Bolsonaro passou a ser rejeitado por 57% dos entrevistados, enquanto Lula aparece com 50%. Em relação ao levantamento anterior, a rejeição do presidente caiu três pontos percentuais. Para José Benedito, esse é o principal sinal de alerta para a campanha do senador. “Ninguém vai ganhar uma eleição com rejeição de 57%. Esse é um indicador que o Flávio precisa olhar com muita atenção”, afirmou.

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O que a pesquisa indica para a disputa de 2026?

Na avaliação apresentada no Ponto de Vista, a nova rodada da Genial/Quaest mostra um presidente em trajetória de recuperação de popularidade e um principal adversário pressionado por crises políticas sucessivas. Ao mesmo tempo, o levantamento reforça que Flávio permanece como o único nome da oposição capaz de rivalizar nacionalmente com Lula, ainda que enfrente o desafio de conter o crescimento da rejeição e interromper a sequência de desgastes.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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