Andreas Kisser revela como a morte da esposa mudou sua visão sobre a vida: ‘Eu percebi’

O guitarrista da banda Sepultura, Andreas Kisser, abriu o coração ao relembrar a dolorosa perda de sua companheira, Patrícia Kisser, com quem foi casado por 32 anos. A empresária, que também era madrinha de Theo, filho de Sandy e Lucas Lima, morreu aos 52 anos em julho de 2022, em decorrência de complicações de um câncer de cólon.
Durante participação no podcast Tantos Tempos, o músico descreveu o impacto avassalador que a partida da amada deixou em sua vida. Ao refletir sobre o momento do adeus, o artista ressaltou o choque de encarar a ausência da parceira de uma hora para outra.
“No dia que ela morreu, eu percebi que a vida é um sopro. Foi tão claro. De repente, ela não estava mais lá. Tudo o que a gente passou, 32 anos casados, três filhos, tudo o que ela me ajudou na minha vida profissional… de repente não estava mais lá”, desabafou.
A perda fez o músico ressignificar sua percepção sobre a passagem dos dias e valorizar cada instante. Segundo o guitarrista, ter esse respeito pelo tempo é o que o auxilia a permanecer conectado com o momento presente, sem ficar preso ao passado.
A morte e lições para a vida
Apesar do momento delicado, o guitarrista revelou que Patrícia abordava a finitude com naturalidade ao longo da vida, o que ajudou a família a enfrentar a despedida sem divergências sobre suas vontades finais:
“Eu percebi que a gente precisa falar de morte. Ela sempre falava de uma maneira tranquila, desde que ela namorava. Ela agregava muito, era querida por gregos e troianos. Ela falava: ‘quando eu morrer, não vai esquecer do meu travesseiro, do meu cobertor, meu pijama e minha meia, porque não quero passar frio, quero ficar confortável’. E todo mundo dava risada. Quando aconteceu, todo mundo sabia o que ela queria. Estava tudo separado, não teve conflito”, recordou.
Transformando o luto em aprendizado diário, o artista hoje enxerga a partida como um processo natural de encerramento. Ele concluiu ressaltando que a morte não deve ser vista como uma punição ou uma guerra, mas sim como uma grande professora, lembrando que a vida precisa ter seus ciclos finalizados da mesma forma que um livro ou um filme exigem um final. “Morte não é uma punição, não é uma guerra. Ela tem sido uma grande professora. Quantas vezes a gente não fecha ciclos? Um livro sem fim, um filme sem fim, é insuportável”, finalizou.
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