Entretenimento

Aos 40 anos, medalhista mostra mudança de vida em refúgio cercado pela natureza

Em meio a uma rotina de viagens e competições internacionais, encontrar um porto seguro é o objetivo de muitos profissionais do esporte. Para um dos maiores nomes das quadras brasileiras, esse espaço fica na zona sul do Rio de Janeiro, no bairro de São Conrado. É ali que ele montou sua base. O imóvel, que passou por uma obra recente, foi pensado para oferecer tranquilidade e, ao mesmo tempo, estar perto da praia. A mudança representa uma nova fase, priorizando a qualidade de vida e o convívio com pessoas próximas.

Os detalhes desse reduto particular foram compartilhados durante um bate-papo no canal do YouTube Podpah. Na ocasião, o ídolo abriu as portas de casa e mostrou que a decisão de trocar de endereço teve um motivo prático: a necessidade de espaço e paz. “Eu morava em apartamento, era bem menos obra. Mas é bem maneiro estar pertinho da praia, ter um lugar pra receber os amigos… Estou amarradão”, declarou. Segundo ele, o objetivo era aproveitar mais o tempo livre. “Nessa vida maluca de viagens e competições, ter um lugar tranquilo que eu possa receber meus amigos, família, não tem preço.”

Chegar à marca dos 40 anos costuma trazer reflexões. Para Bruno Mossa de Rezende, o Bruninho, não foi diferente. O filho dos ex-jogadores Bernardinho e Vera Mossa entendeu que o esporte exige pausas. Com o passar do tempo, a disciplina rigorosa deu espaço à preocupação com a saúde mental. As medalhas e os troféus exibidos em sua sala contam a história de um levantador, o jogador que arma as jogadas, que equilibrou a pressão de ser filho de duas referências com a própria identidade. Conforme os dados de sua página na Wikipédia, ele chegou a tentar o badminton e o futebol antes de escolher o vôlei aos 14 anos.

Bruninho lamenta primeira derrota do vôlei na Olimpíada – Reprodução/Instagram

A trajetória nas quadras

A história desse carioca se confunde com as vitórias do país. Após quase duas décadas vestindo a camisa verde e amarela, o jogador acumulou títulos. Ele construiu uma base sólida no Brasil, desde o início no time de Florianópolis até a fase atual no Vôlei Renata, em Campinas. Além disso, viveu anos decisivos na Itália, jogando por times de peso como o Modena e o Civitanova.

Todo esse histórico exige bastante do lado físico e emocional. Ciente das cobranças, o atleta usou sua conta no Instagram para falar sobre falhas e aprendizados ao sinalizar o fim de seu ciclo na seleção.

Na rede social, indicou que os 18 anos de dedicação deixaram marcas. Em suas palavras: “Nem nos meus melhores sonhos imaginei poder disputar cinco Olímpiadas, conquistar três medalhas olímpicas, e todos os títulos possíveis pela seleção. Falhei, chorei e caí várias vezes”.

O futuro e o legado

Em um meio que não perdoa erros, a autocrítica sempre foi uma marca registrada. “Fui sempre meu maior crítico e talvez por isso eu tenha entendido que a única maneira de enfrentar isso era trabalhando ainda mais para me tornar a cada dia a minha melhor versão”, publicou em seu perfil.

Agora, com a casa pronta para as confraternizações com a família e seu grupo de amigos, o multicampeão organiza os próximos passos.

Ao se afastar da pressão global para focar nos torneios de clubes, ele garante que sua história de superação já está eternizada. E, do seu refúgio no Rio de Janeiro, pode olhar para o acervo de prêmios com a certeza de que a missão foi bem-sucedida.

 

+Siga o canal da CARAS Brasil no Instagram e receba as principais notícias dos famosos em tempo real: Clique aqui para seguir!





Caras

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo