Tecnologia

Apple supera expectativas com salto de 22% em vendas do iPhone

A Apple divulgou, nesta quinta-feira (30), resultados fiscais do terceiro trimestre acima das expectativas do mercado, impulsionados principalmente pelo forte desempenho do iPhone. Apesar dos números positivos, as ações da empresa recuavam nas negociações após o fechamento do mercado.

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A receita da companhia atingiu US$ 109,4 bilhões (R$ 555,8 bilhões), superando a estimativa de US$ 108,6 bilhões (R$ 551,9 bilhões) compilada pela LSEG.

O lucro líquido avançou para US$ 29,7 bilhões (R$ 151,3 bilhões), ou US$ 2,02 (R$ 10,26) por ação, ante US$ 24,4 bilhões (R$ 124,1 bilhões), ou US$ 1,57 (R$ 7,97) por ação, registrados no mesmo período do ano anterior. Segundo a Apple, o resultado incluiu um impacto positivo de US$ 0,11 (R$ 0,56) por ação relacionado a reembolsos de tarifas.

O lucro por ação ficou em US$ 2,02 (R$ 10,26), acima da expectativa de US$ 1,89 (R$ 9,60), embora a companhia ressalte que o número não seja diretamente comparável às projeções dos analistas.

iPhone lidera crescimento

O principal destaque do trimestre foi o iPhone. A receita da linha de smartphones alcançou US$ 54,2 bilhões (R$ 275,5 bilhões), superando a previsão de US$ 53,8 bilhões (R$ 273,6 bilhões) e representando um crescimento de quase 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em entrevista à CNBC, o CEO da Apple, Tim Cook, classificou o desempenho como um “resultado extraordinário” e afirmou que o desempenho foi impulsionado pelo iPhone 17, cujo ciclo comercial avança antes do lançamento de novos modelos previsto para setembro.

Segundo Cook, a empresa observou um forte movimento de consumidores trocando aparelhos antigos por modelos mais recentes. “Tivemos um impulso significativo nas vendas do iPhone desde o lançamento”, afirmou o executivo.

Mac supera previsões; iPad e Serviços decepcionam

Além do iPhone, a linha de computadores Mac também superou as expectativas do mercado. A receita do segmento alcançou US$ 10,3 bilhões (R$ 52,5 bilhões), acima dos US$ 8,7 bilhões (R$ 44,4 bilhões) esperados pelos analistas.

Já o iPad registrou receita de US$ 6,19 bilhões, abaixo da estimativa de US$ 6,9 bilhões (R$ 35,1 bilhões). A divisão de dispositivos vestíveis, que inclui Apple Watch e AirPods, faturou US$ 7,88 bilhões (R$ 40,02 bilhões), ligeiramente acima da expectativa de US$ 7,82 bilhões (R$ 39,7 bilhões).


O segmento de Serviços, por sua vez, gerou US$ 30,7 bilhões (R$ 156,1 bilhões), ficando abaixo da projeção de US$ 31,2 bilhões (R$ 158,5 bilhões).

A margem bruta da companhia ficou em 50,1%, número que não pode ser comparado diretamente às estimativas dos analistas devido aos efeitos dos reembolsos tarifários. A Apple encerrou o trimestre com US$ 146,5 bilhões (R$ 744,2 bilhões) em caixa.

IA, crise de componentes e transição na liderança

A empresa não divulgou projeções oficiais para o próximo trimestre, prática comum antes da conferência de resultados com investidores.

Esta é a última temporada de balanços sob o comando de Tim Cook antes da transição do cargo de CEO para John Ternus, atual chefe da divisão de hardware da Apple.

Durante a teleconferência, espera-se que Cook também comente a escassez global de memória — situação que o executivo classificou recentemente como uma “enchente que ocorre uma vez a cada cem anos“.

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A corrida pela capacidade de fabricação de chips já levou a Apple a aumentar os preços de Macs e iPads. Embora ainda não tenha anunciado reajustes para o iPhone, diversos analistas esperam aumentos ainda neste ano.

Ao mesmo tempo, a companhia se prepara para lançar, em setembro, uma versão reformulada da Siri baseada em tecnologia do Google, juntamente com novos modelos de iPhone. O lançamento é considerado um teste importante para a Apple, em meio às preocupações de investidores de que a empresa tenha ficado atrás dos concorrentes na corrida pela inteligência artificial.

Apesar desses desafios, a Apple registrou crescimento de receita superior a 15% pelo terceiro trimestre consecutivo.

Os investidores também aguardam mais declarações de John Ternus. Veterano de 25 anos na empresa, ele participou pouco da conferência de resultados anterior, realizada logo após o anúncio da transição no comando da companhia.

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Matéria em atualização

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.


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