As boas notícias para Lula na pesquisa BTG/Nexus a três semanas do primeiro turno

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A três semanas do primeiro turno, a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14, reúne uma sequência de sinais favoráveis para Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente voltou a aparecer numericamente à frente de Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno, cresceu nas pesquisas espontânea e estimulada de primeiro turno, ampliou seu potencial de voto, viu a rejeição recuar e recuperou parte da aprovação perdida pelo governo nas últimas semanas.
O dado de maior peso está no confronto direto com Flávio. Depois de aparecer pela primeira vez numericamente atrás do senador na rodada anterior, Lula passou de 45% para 47%. Flávio permaneceu com 46%. A diferença de 1 ponto percentual mantém os dois em empate técnico, mas devolve ao petista a dianteira numérica em um momento em que faltam apenas três semanas para a votação.
Como Lula reagiu no segundo turno?
Na pesquisa divulgada na semana passada, Flávio havia alcançado 46%, contra 45% de Lula, a primeira vez em que o senador aparecia numericamente à frente do presidente na série da Nexus.
Agora, Flávio permanece nos mesmos 46%, enquanto Lula avança 2 pontos e chega a 47%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, não é possível apontar um favorito no confronto.
A melhora não se limita à disputa com Flávio. Lula aparece numericamente à frente de todos os adversários testados no segundo turno: marca 47% contra 41% de Ronaldo Caiado, 49% contra 39% de Romeu Zema, 48% contra 37% de Renan Santos e 45% contra 42% de Augusto Cury.
No caso de Cury, houve também uma inversão. Na rodada anterior, o escritor tinha 45%, contra 43% de Lula. Agora, o presidente aparece 3 pontos à frente.
O que mudou no primeiro turno?
Lula também cresceu nas duas formas de medição da intenção de voto.
Na espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o presidente passou de 39% para 40%. Flávio também avançou, de 31% para 34%.
No principal cenário estimulado, Lula teve uma oscilação maior: saiu de 39% para 42%. Flávio passou de 35% para 37%, e a vantagem numérica do presidente aumentou de 4 para 5 pontos percentuais.
Augusto Cury, por sua vez, perdeu espaço. Depois de marcar 11% há duas semanas e 9% na rodada anterior, aparece agora com 6%. Ronaldo Caiado tem 5%, Renan Santos, 2%, e Zema e Samara, 1% cada.
O eleitorado está mais decidido?
Outro movimento da pesquisa é o aumento da consolidação do voto no primeiro turno.
Entre os entrevistados que escolheram algum candidato, 83% afirmam que sua decisão já está tomada e não vai mais mudar. Na semana passada, eram 81%. Outros 17% ainda admitem trocar de candidato.
Lula conserva uma das bases mais firmes da disputa: 89% de seus eleitores dizem que a decisão está tomada. Entre os eleitores de Flávio, o índice é de 86%.
A diferença em relação aos candidatos que aparecem atrás dos dois líderes é expressiva. Augusto Cury tem 65% de voto consolidado, Renan Santos, 66%, Ronaldo Caiado, 48%, e Zema, 30%.
Até onde Lula ainda pode crescer?
A pesquisa também traz uma melhora no potencial de voto do presidente.
A soma dos eleitores que dizem que Lula é o único candidato em quem votariam com aqueles que afirmam que poderiam votar nele passou de 47% para 50%.
Flávio também cresceu nesse indicador, mas em ritmo menor: passou de 47% para 48%.
Com isso, Lula volta a ter o maior potencial de voto entre os nomes testados pela Nexus. Augusto Cury aparece com 42%, Caiado com 37%, Zema com 31% e Renan Santos com 24%.
A rejeição de Lula diminuiu?
Sim. Depois de marcar 49% na rodada anterior, a parcela dos eleitores que afirma que não votaria em Lula de jeito nenhum oscilou para 48%.
A rejeição de Flávio permaneceu em 50%, patamar registrado pelo senador pela terceira semana consecutiva.
O movimento deixa Lula com uma situação ligeiramente mais favorável na comparação entre potencial e rejeição: o presidente tem 50% de potencial de voto e 48% de rejeição. Flávio aparece com 48% de potencial e 50% de rejeição.
A aprovação do governo voltou a subir?
Outro resultado positivo para Lula aparece fora das simulações eleitorais.
Depois de duas semanas de piora, a aprovação do governo voltou a crescer numericamente, passando de 45% para 47%. A desaprovação, ao mesmo tempo, oscilou de 50% para 49%.
Com isso, a distância entre os dois indicadores caiu de 5 para 2 pontos percentuais.
Ainda há mais brasileiros que desaprovam do que aprovam o trabalho do presidente, mas a nova rodada interrompe a sequência desfavorável que vinha sendo registrada pela Nexus.
Na avaliação qualitativa, 37% consideram o governo ótimo ou bom, 18% o classificam como regular e 44% dizem que a administração é ruim ou péssima.
O que a pesquisa mostra a três semanas da votação?
Tomados em conjunto, os indicadores mostram uma rodada mais favorável a Lula do que a anterior. O presidente recupera a dianteira numérica sobre Flávio no segundo turno, cresce no primeiro turno, amplia seu potencial de voto, reduz a rejeição e diminui a distância entre aprovação e desaprovação do governo.
Isso não significa, porém, que a disputa esteja definida. Lula e Flávio continuam tecnicamente empatados no confronto direto, e a margem entre os dois permanece estreita justamente na reta final da campanha.
Qual a metodologia da pesquisa?
A 14ª rodada da pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.003 eleitores por telefone entre os dias 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04076/2026.
VEJA+IA: Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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