Política

Bacellar nunca cogitou delação, diz defesa

A defesa do ex-deputado Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nega que ele esteja negociando um acordo de colaboração premiada. O advogado Daniel Bialski, que coordena a equipe jurídica do ex-deputado, afirmou a VEJA que Bacellar nunca cogitou fazer uma delação.

O ex-todo-poderoso da Alerj foi transferido do Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, para a penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Com isso, a logística das visitas da família e dos advogados ficou mais complexa.

A transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da Operação Unha e Carne, que levou à prisão do ex-deputado. Bacellar chegou a ser colocado em liberdade, depois que a Assembleia Legislativa revogou a prisão preventiva, mas voltou a ser preso após a cassação do seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico no caso Ceperj.

Ao mandar transferir o ex-deputado, o ministro justificou que, no Rio, Bacellar poderia usar o “prestígio institucional, rede de interlocutores, acesso a agentes econômicos e influência sobre estruturas públicas e privadas”.

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