Política

Caiado diz que convidará Lincoln Gakiya para Ministério da Segurança

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) disse, nesta segunda-feira (10/8), que irá convidar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), para o seu Ministério da Segurança Pública, caso vença as eleições de 2026.

Caiado afirmou admirar a atuação do promotor contra organizações criminosas e o descreveu como “determinado” e “resiliente”. O anúncio ocorreu em São Paulo durante a apresentação do plano do ex-governador de Goiás para a segurança.

O candidato apresentou a indicação como parte do pacote, que prevê a criação de uma pasta separada do Ministério da Justiça, assim como ocorreu no governo de Michel Temer, em 2018.

À época, o desmembramento dos órgãos ocorreu por meio de Medida Provisória. A pasta ficou sob comando de Raul Jungmann e passou a concentrar órgãos como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

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do Metrópoles

No evento desta segunda-feira, Ronaldo Caiado enalteceu a trajetória profissional de Gakiya, que foi o responsável pelo pedido de transferência de Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) para um presídio federal, em Brasília, no fim de 2018.

“Talvez seja um dos homens que eu mais admiro pelo combate que ele tem durante uma vida”, afirmou o presidenciável.

Gakiya foi alvo de um plano de ataques atribuído ao PCC e vive há mais de 10 anos sob escolta policial.

“Ele é uma pessoa mais determinada em combate ao crime organizado no Brasil. Então, eu quero que ele assuma esse ministério”, acrescentou Caiado.

Um dos principais temas dos debates eleitorais, a segurança pública deve ganhar uma atenção maior na campanha presidencial de 2026. Isso porque as pesquisas apontam que o crescimento das facções criminosas e o impacto no dia a dia são as maiores preocupações dos brasileiros atualmente.

Segundo um levantamento da Latam Pulse, divulgado em julho pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, no mês passado, o enfrentamento à violência é prioridade entre os brasileiros.

Para 66,8% dos entrevistados, criminalidade e tráfico de drogas são os principais problemas do país, seguidos por corrupção (57,9%), economia e inflação (22,5%).

Entenda

  • Caiado anunciou plano de segurança pública.
  • Candidato do PSB anunciou nome de promotor Lincoln Gakiya para a pasta.
  • Ele também defendeu criação de Ministério da Segurança.
  • Promotor é conhecido por atuação contra o crime organizado.

Caiado tem sido questionado sobre o tema em entrevistas. Conhecido por sua política linha-dura que resultou na queda de indicadores criminais em Goiás, ele também já foi alvo de críticas pela alta letalidade policial no estado.

Sobre o crescimento das organizações criminosas, Caiado defendeu, em declarações anteriores, classificar as facções como terroristas e prometeu, em entrevistas, mobilizar as Forças Armadas na Amazônia para enfrentar os grupos criminosos.

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Promotor Lincoln Gakiya, do MPSP, participa da CPI do Crime Organizado no Senado
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Promotor Lincoln Gakiya, do MPSP, participa da CPI do Crime Organizado no Senado

Edilson Rodrigues/Agência Senado

Promotor de Justiça Lincoln Gakiya
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Promotor de Justiça Lincoln Gakiya

Alfredo Henrique/Metrópoles

Lincoln Gakiya é conhecido por atuação contra o crime organizado
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Lincoln Gakiya é conhecido por atuação contra o crime organizado

Divulgação

Caiado anunciou nome de promotor para seu Ministério da Segurança Pública
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Caiado anunciou nome de promotor para seu Ministério da Segurança Pública

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Candidato apresentou propostas para a segurança pública
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Candidato apresentou propostas para a segurança pública

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Quem é Lincoln Gakiya

Diante de sua atuação de 20 anos no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e do histórico de ameaças, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya vive há mais de dez anos sob escolta feita por grupos de elite da Polícia Militar. A primeira vez que chefes da facção decretaram a morte do promotor foi em 2005.

Gakiya atua no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, e foi o responsável pelo pedido de transferência de Marcola, líder do PCC, para um presídio federal em Brasília no final de 2018.

Em operação de outubro do ano passado, a polícia desvendou cinco planos da facção para matá-lo. Em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, o promotor disse que cogita pedir asilo quando se aposentar. A fala veio logo depois do assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz, morto em setembro, em Praia Grande.


Metrópoles

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