Chefe da campanha de Flávio diz que proibir visitas a Bolsonaro é ‘interferência no jogo político’

O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta segunda-feira (13) que a proibição de visitas de Flávio a Jair Bolsonaro (PL) é uma “clara interferência no jogo político” e uma tentativa de deixar o ex-presidente incomunicável.
A decisão foi tomada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes após Flávio descumprir a medida cautelar que impede Bolsonaro de usar redes sociais, diretamente ou por terceiro, ao divulgar nas redes sociais uma carta do pai no sábado (11).
Segundo Marinho, que também é líder da oposição no Senado, a medida é autoritária e desproporcional.
“A medida reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual. Parte do Supremo Tribunal Federal abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar como adversário político de Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e de todo o campo de oposição”, disse, em nota à imprensa.
A carta por escrito de Bolsonaro foi lida por Flávio durante transmissão nas redes sociais e também compartilhada em foto após uma visita ao pai, que atualmente cumpre, em casa, a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Na decisão, Moraes determina que Flávio não poderá visitar o pai por 90 dias. O prazo se encerrará em 11 de outubro.
A restrição deve ter impacto sobre a pré-campanha do senador. Com isso, Flávio ficará sem ter contato direto com o pai até o primeiro turno, o que pode dificultar a articulação de decisões de sua pré-candidatura e de palanques do bolsonarismo.
Folha de São Paulo



