Clima e fatores técnicos dão impulso aos preços do cacau em Nova York

Fatores técnicos e questões relacionadas com o clima deram impulso aos preços do cacau na bolsa de Nova York. Nesta quarta-feira (24/6), os contratos com entrega setembro fecharam a sessão em forte alta, de 7,06%, a US$ 4.973 a tonelada.
Análise do site Mercado do Cacau diz que os preços chegaram aos maiores patamares dos últimos 30 dias. Isso pode ser explicado pela ampla cobertura de posições vendidas, estratégia utilizada por investidores que apostavam na queda dos preços e precisaram recomprar contratos para encerrar suas posições, impulsionando as cotações.
Além disso, a publicação destaca que fatores climáticos também contribuíram para a valorização da commodity. As altas temperaturas registradas na Europa e o excesso de chuvas nas principais regiões produtoras da África Ocidental vêm gerando preocupações sobre a logística da colheita e o escoamento da produção, fortalecendo o sentimento de uma tendência de preços elevados entre os participantes do mercado.
Outro fator que segue no radar dos investidores é a redução dos estoques certificados monitorados pela bolsa de Nova York. Os volumes recuaram em 3.828 sacas, totalizando agora 2.914.908 sacas armazenadas, sinalizando uma oferta mais ajustada.
O preço do suco de laranja registrou a terceira forte queda consecutiva. Os contratos para setembro caíram 3,62%, a US$ 1,4625 a libra-peso.
Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (Citrus BR), havia expectativa de uma pressão de alta nos valores diante da redução das estimativas de safra no Brasil, maior exportador mundial de suco.
No entanto, o que prevalece no mercado no momento são fatores como queda na demanda, e aumento dos estoques nos EUA, maior consumidor global do produto.
O café subiu mais uma vez em Nova York ainda pautado pelas condições adversas para a colheita do Brasil. Os lotes do arábica para setembro fecharam em alta de 0,45%, a US$ 2,7720 a libra-peso.
O Brasil, maior produtor e exportador de café arábica do mundo, passa por dificuldades operacionais no período de colheita. A previsão de chuvas nas principais regiões produtoras atrasam os trabalhos em campo e ainda podem prejudicar a qualidade dos grãos colhidos.
O açúcar fechou a sessão na bolsa de Nova York com preços em leve alta. Os lotes do demerara para outubro subiram 0,50%, a 14,02 centavos de dólar a libra-peso.
Por fim, o algodão encerrou a quarta com preços em forte queda. Os lotes com vencimento em dezembro, os mais negociados atualmente, caíram 3,14%, a 76,26 centavos de dólar a libra-peso.
Globo Rural


