Política

Com novo tarifaço, governo Lula apostará em defesa da soberania e responsabilização de Flávio

Apesar de não terem gostado do tom usado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para falar sobre o novo tarifaço imposto aos produtos brasileiros, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pontuam que é preciso manter a postura de defesa da soberania nacional e continuar negociando para tentar ampliar a lista de exceções.

Para isso, uma ala do Palácio do Planalto avalia que é necessário não cair em provocações, manter o discurso no campo técnico e evitar deslizes políticos.

Há a leitura de que Rubio errou ao fazer ataques diretos contra Lula, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, centralizou sua ofensiva contra o próprio secretário de Estado norte-americano e não mencionou o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A equipe de Lula deve reclamar da decisão, chamá-la de injusta e descabida, centralizando as críticas no campo técnico e evitando ataques políticos.

A postura pode ser determinante para que o governo brasileiro mantenha o canal de diálogo aberto para conseguir esvaziar a lista de produtos submetidos ao tarifaço.

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Paralelo a isso, aliados do petista acreditam que o caminho está pronto para responsabilizar Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência da República e principal adversário do mandatário nas urnas, pelas tarifas anunciadas pelo governo Trump aos produtos brasileiros.

A percepção do eleitor de que o responsável pelo tarifaço é Flavio, trazida por pesquisas, reforça essa decisão de atribuir as articulações ao filho de Jair Bolsonaro.

Um auxiliar destaca que é só seguir o que o próprio eleitorado está percebendo. Acredita que isso ocorre especialmente em função das comemorações do núcleo bolsonarista quando Trump anunciou o primeiro tarifaço no ano passado.

Levantamentos que mostraram que a maioria dos eleitores defende que Lula aposte no discurso de soberania do país também contribui para que o presidente e sua equipe não abaixem a cabeça para a Casa Branca.

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