Cuidar dos dentes vai além da escovação; saiba quais são os hábitos essenciais

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Será que apenas escovar os dentes é suficiente para garantir a saúde bucal? Esse é um cuidado essencial, mas outros hábitos também contribuem para preservar dentes e gengivas. Vamos a eles.
A escolha da escova faz diferença. Ela deve ter cabeça pequena, cerdas planas, macias ou extramacias e uma boa quantidade de cerdas em cada tufo, indica Ricardo Schmitutz, presidente da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP).
E a troca deve ser feita a cada três meses? Depende do estado da escova. Ela deve ser substituída ao apresentar desgaste ou deformação.
- É importante observar especialmente as cerdas porque quando começam a se deformar, a escova perde eficácia;
- Isso acontece justamente nas regiões em que a placa bacteriana mais se acumula, explica Schmitutz.
Mas o que é a placa bacteriana? Também chamada de biofilme, é uma camada formada por bactérias, restos de alimentos e saliva que se acumula diariamente na boca, sobretudo na região entre os dentes e a gengiva.
Por que isso importa? Ela está na origem da maioria das doenças periodontais, como a gengivite, uma inflamação inicial da gengiva, e a periodontite. Além de provocar cáries.
Bons hábitos:
- Escovação ao menos três vezes ao dia: deve durar cerca de dois minutos e ser feita com movimentos suaves, capazes de limpar os dentes sem agredir o esmalte ou a gengiva, recomenda a dentista Daniela do Vale, coordenadora técnico-comercial da Care Plus Clinic.
- Fio dental todo dia ao menos uma vez: ajuda a retirar resíduos de alimentos e o biofilme acumulado entre os dentes, onde a escova não alcança.
E o enxaguante bucal? Ele pode complementar a higiene, mas não substitui a escovação nem o uso do fio dental.
↳ O produto ajuda a dificultar a formação de um novo biofilme, mas não elimina o que já está aderido aos dentes, explica Schmitutz.
Por isso, o bochecho deve vir por último.
[+] Enxaguante com ou sem álcool? Entenda aqui.
Hábitos ruins
- Escovação feita com força ou de forma apressada: isso pode provocar desgaste do esmalte dentário, sobretudo na região cervical (próxima à gengiva), além de favorecer a retração gengival (condição que começa com sintomas como sensibilidade e pode evoluir até perda dos dentes ), explica a dentista Daniela do Vale
- Uso de métodos caseiros abrasivos: utilizar substâncias como bicarbonato de sódio ou carvão ativado para clarear os dentes pode danificar o esmalte
- Consumo excessivo de bebidas ácidas e pigmentadas: refrigerantes também contribuem para a erosão do esmalte, enquanto café e vinho podem provocar manchas e aumentar a acidez bucal
- Frequência na ingestão de açúcar: consumir doces, balas e carboidratos fermentáveis repetidamente ao longo do dia é prejudicial para o surgimento de cáries
Quando ir ao dentista? Se você é do tipo que só procura um profissional quando o dente começa a doer, é melhor rever esse hábito.
↳ Em geral, os dentistas recomendam uma consulta a cada seis meses.
Pessoas com histórico recorrente de cáries ou problemas na gengiva precisam encurtar esse intervalo. Nesses casos, Ricardo recomenda três consultas por ano, ou seja, uma a cada quatro meses.
E se a gengiva sangrar durante a escovação? Esse é mais um motivo para marcar uma consulta.
↳ O sangramento não deve ser considerado normal e pode ser um dos primeiros sinais de que algo não vai bem com a saúde bucal.
↳ Ele pode indicar gengivite ou periodontite.
Mau hálito tem relação com a saúde bucal? Sim e já falamos sobre isso por aqui. (Leia mais)
Por quê? A falta de limpeza da língua favorece o acúmulo de bactérias e resíduos, formando a chamada saburra lingual, uma das principais causas do mau hálito.
Como evitar? A língua deve ser higienizada diariamente, com um raspador lingual ou com a própria escova. Segundo a dentista Daniela do Vale, os movimentos devem ser suaves e feitos de trás para a frente.
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Informação
Folha de São Paulo


