Do limão ao pimentão: quais alimentos ficaram mais caros e baratos em setembro?


Em setembro, alguns alimentos pesaram mais no bolso, enquanto outros aliviaram o valor final das compras do mês porque tiveram redução de preço nas prateleiras dos supermercados. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (9/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo “Alimentação e bebidas” teve aumento de 0,83% no mês passado após três recuos consecutivos em julho, julho e agosto.
De acordo com o IPCA, o limão foi o alimento que mais encareceu no mês, com avanço de 46,42%. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a alta está relacionada à oferta restrita durante a entressafra.
A predominância de frutos de calibre reduzido contribuiu para levar as cotações ao maior patamar de 2026. Embora a retomada da colheita tenha pressionado os preços na segunda quinzena de setembro, o limão encerrou o mês com preço médio de R$ 130,02 por caixa (de 27 quilos), ou seja, 24,36% a mais se comparado a agosto.
A expectativa do Cepea é que a oferta aumente de forma expressiva a partir de novembro, o que poderá contribuir para a redução dos preços ao consumidor final.
Veja os alimentos que ficaram mais caros:
Limão: 46,42%
Tomate: 37,76%
Abobrinha: 29,82%
Batata inglesa: 24,07%
Cebola: 10,14%
Melão: 9,90%
Couve-flor: 9,58%
Goiaba: 7,85%
Maracujá: 7,14%
Brócolis: 5,18%
Filé mignon: 4,95%
Arroz: 4,56%
Pimentão liderou as quedas
Na outra ponta, o pimentão, que teve alta de 6,24% em agosto, apresentou a maior queda de preço em setembro: 10,95%. Na sequência, aparecem três frutas: manga, com recuo de 9,62%; melancia, com 8,11%; e mamão, 6,59%.
Veja os alimentos que ficaram mais baratos:
Pimentão: -10,95%
Manga: -9,62%
Melancia: -8,11%
Mamão: -6,59%
Cenoura: -6,41%
Repolho: -6,06%
Morango: -6,04%
Feijão-carioca: -4,12%
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