Frente do Empreendedorismo articula agenda fiscal pós-eleições com proposta de limite a impostos

A Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) prepara uma agenda econômica para o pós-eleição com foco na redução de gastos e deve discutir a retomada de projetos como o que limita o endividamento e os impostos.
A ideia é preparar um cardápio de propostas que promovam a redução de despesas e retirem obstáculos ao crescimento econômico. O foco, segundo a frente, é garantir responsabilidade fiscal.
Os parlamentares querem discutir a redução da taxa de juros, o controle da dívida pública, a contenção de despesas do governo e a atração de mais investimentos ao país.
A frente defende algumas propostas que, inclusive, já tramitam no Congresso e podem ser aperfeiçoadas. É o caso do projeto que desonera a folha de pagamento, conhecida como PEC do Emprego.
A matéria propõe substituir a atual contribuição previdenciária das empresas de 20% sobre a folha de salário por uma alíquota única de 1,4% sobre o faturamento bruto da companhia.
Outra proposta na mesa é a PEC da Reforma Orçamentária, que deixaria o orçamento inteiramente impositivo.
Outras propostas também estão no radar. Para reunir todas as ideias, a frente dará o pontapé no início de julho com o início de um ciclo de seminários que devem reunir especialistas, representantes do mercado e do setor produtivo na elaboração das propostas que serão apresentadas apenas após o pleito.
O primeiro encontro será no dia 2 de julho e vai discutir os impactos da taxa de juros sobre a economia. Representantes da XP Investimentos, Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Confederação Nacional das Instituições Financeiras (FIN) já confirmaram presença.
Outros encontros devem abordar temas centrais da economia como regras fiscais e teto de gastos, carga tributária e limites para o endividamento público.
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Folha de São Paulo



