Política

Haddad lança programa para segurança e Datena diz que Tarcísio ‘não conhece nada de estrutura de combate ao crime’

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) lançou nesta segunda-feira (10) seu programa de governo para a segurança pública. O programa foi batizado SP Que Protege e propõe a criação de uma Agência Estadual Antifacção, câmeras corporais da PM sempre ligadas, registro de Boletim de Ocorrência pelo WhatsApp, políticas para coibir a violência contra a mulher, além do uso da inteligência artificial para produção de mapeamentos inteligentes e respostas mais rápidas no atendimento de ocorrências.

O candidato do PT afirmou que é preciso que o governador chame para si a responsabilidade sobre a segurança. “Não dá para tratar de outro jeito a segurança pública no Brasil de hoje: ou é o governador, que tem um mandato de 4 anos para resolver, chamar para si a responsabilidade e, com toda a transparência do mundo, explicar o que está acontecendo e as entregas que estão sendo feitas; ou esse assunto não vai ser levado a sério pela sociedade e nós vamos entrar, como já estamos, numa espiral de violência”, apontou Haddad.

Durante o lançamento, o candidato a deputado federal e ex-apresentador, José Luiz Datena (PSB), afirmou nesta que o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “não conhece nada de estrutura de combate ao crime”.

Datena analisava uma fala de Tarcísio durante o debate realizado neste domingo (9), na TV Bandeirantes. O atual governador afirmou que as polícias são mais importantes que a atuação do Ministério Público no combate ao crime organizado.

“Agora, ontem o Tarcísio disse uma bobagem que não tem absolutamente tamanho. Mas não tem tamanho, quando ele disse que policiais são mais importantes que o Ministério Público ao combater o crime organizado, que o Gaeco não deveria ter tanta participação assim, isso é uma bobagem de quem não conhece nada de estrutura de combate ao crime”, afirmou Datena.

O Gaeco é o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, responsável pela investigação da atuação do PCC, por exemplo. O grupo do Ministério Público também foi responsável por revelar a atuação de policiais paulistas em conluio com o PCC e em casos como o assassinato do delator da organização criminosa Vinicius Gritzbach por policiais.

O Tarcísio, que veio de fora, prestou um grande desserviço à segurança pública de São Paulo. Infelizmente, eu não tenho nada pessoalmente contra ele, mas ele que veio do Rio, agora temos até talvez a possibilidade de termos milícia entrando aqui em São Paulo”, criticou Datena.

SP Que Protege

Dentre os principais pontos da proposta de Haddad para a segurança pública está o monitoramento ininterrupto da ação policial por meio das câmeras corporais. Hoje, os agentes podem desligar os equipamentos, embora o monitoramento tenha sido essencial para registrar desvios de conduta e violência policial.

Também prevê o fortalecimento das Delegacias da Mulher e a criação de um sistema de inteligência artificial para classificar situações de risco e antecipar a atuação policial. A IA aparece também será usada para cruzar imagens de câmeras, boletins de ocorrência e chamadas ao 190 para identificar áreas de maior concentração de crimes, além de cruzamento de dados para identificação de suspeitos e agilizar a resposta das viaturas.

Haddad também propõe a criação de uma Agência Estadual Antifacção, que vai reunir o Ministério Público, as polícias, a Receita Estadual e outros órgãos de controle para combater organizações criminosas e bloquear seus patrimônios. Ação que tem se mostrado mais efetiva no combate ao crime organizado por meio das ações da Polícia Federal com outros órgãos.




Brasil de Fato

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