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Mbappé afirma que seleção francesa atual não é a mais forte, mas tem potencial

Autor do primeiro gol da França na vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, nesta quinta-feira (9), pelas quartas de final da Copa do Mundo, o atacante Mbappé demonstrou otimismo em relação ao desempenho de sua seleção na competição, mas negou que esta seja a França mais forte da história.

Em entrevista a jornalistas no estádio Gillette, em Boston, o camisa 10 foi enfático em afirmar que somente com títulos é que uma equipe se torna a melhor.

“Não, não é a mais forte. Já fui campeão do mundo e já fui vice-campeão do mundo; esta equipe não é campeã do mundo nem vice-campeã do mundo. Portanto, neste momento, não é a mais forte”, afirmou, para depois falar do que se pode projetar para o futuro.

“É a que tem mais potencial, é aquela com a qual nós conseguimos projetar mais facilmente, há muita qualidade. Nos permite sonhar, claro, mas a mais forte ainda não é. Eu sempre disse que as equipes fortes são as que ganham. E, até que a gente prove o contrário, não vejo nenhuma taça dourada ao meu lado, portanto não é a equipe mais forte.”

Quando questionado se o time francês atual desperta medo nos rivais, Mbappé diz que os jogadores têm noção do potencial como equipe, mas que causar temor nos adversários não é sinônimo de vitória.

“Como eu disse, o medo, o receio, não marcam gols nem ganham jogos. É um sentimento, claro, mas sentimentos não ganham jogos. Portanto, a partir daí, claro que isso te dá confiança para entrar em campo, mas depois, em campo, é preciso demonstrar também. E ainda temos bastante coisa para demonstrar se quisermos ser conhecidos como essa equipe invencível ou com todos os superlativos mencionados”, finalizou o atacante.

Se a equipe é invencível ou não, é preciso esperar até o fim da Copa para saber, mas os números mostram que a França está em fase esplendorosa. São seis vitórias em seis jogos, com 16 gols marcados e apenas 2 sofridos.

Segundo os números do FolhaStats, a seleção francesa finalizou 110 vezes neste Mundial, tendo acertado 47 delas no gol, o que resultou nas 16 bolas na rede.

E, como demonstrou contra Paraguai e Marrocos, nem mesmo quando enfrenta rivais retrancados deixa de sair de campo com a vitória.

Muito dessa força ofensiva se deve principalmente ao capitão Mbappé, que divide a artilharia da atual Copa com Lionel Messi e está a apenas um gol do recorde do argentino em todas as Copas: 21 a 20.


Esporte / Folha de São Paulo

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