Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado, diz Bia Kicis

A deputada federal e pré-candidata ao Senado Bia Kicis (PL-DF) anunciou neste sábado (1º), em Brasília, que fará dobradinha com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Durante o evento, ela também informou que Michelle não poderia comparecer porque estava no hospital passando por uma ressonância.
“A ressonância estava prevista para às 15h e até agora não tinha acontecido e portanto ela não vai poder estar aqui pessoalmente, mas ela me incumbiu de dar a vocês essa grande notícia. Michelle Bolsonaro anuncia que ela é sim pré- candidata ao Senado pelo PL do Distrito Federal.”, disse Kicis.
“Acabou a dúvida, acabou o ministério. Nós caminharemos juntas Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Celina Leão. A maior chapa que esse Distrito Federal já viu, a maior, a melhor, feita por mulheres aguerridas”, continuou.
Na sexta-feira (31), Michelle tinha afirmado que ainda não havia decidido se seria candidata.
O principal empecilho até então era o seu papel de cuidadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar e tem problemas de saúde.
Dirigentes do PL dizem esperar que Michelle entre na campanha de Flávio —e, no vídeo em que aceita as desculpas públicas do enteado, ela fala em sentar e conversar com o presidenciável. Esse encontro, porém, não foi marcado, segundo interlocutores de ambos.
Um dos irmãos de Michelle, Diego Torres Dourado (PL), que foi assessor do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve ocupar a vaga de primeiro suplente na chapa. O posto de segundo suplente ainda depende de tratativas.
A ex-primeira-dama também vai lançar outro irmão, Eduardo Torres (PL), na política —ele vai concorrer a deputado distrital no DF. Eduardo dividia com Michelle as tarefas relacionadas a Bolsonaro, inclusive entregando marmitas ao ex-presidente durante o período de prisão na Papudinha.
No regime de prisão domiciliar, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes não autorizou que Eduardo frequente a casa da irmã e atue como cuidador de Bolsonaro.
Depois do encontro com Michelle, Valdemar disse esperar que ela retome seu posto no PL Mulher após as eleições e declarou que, por enquanto, não nomeará uma substituta. Questionada sobre essa possibilidade, a ex-primeira-dama respondeu que seu ciclo no PL Mulher se encerrou.
A composição do PL-DF para a eleição, sob influência de Michelle, traz uma série de aliados da ex-primeira-dama. É o caso de Bia Kicis, que vai concorrer ao Senado, já que cada unidade da federação vai eleger dois representantes neste ano.
Folha de São Paulo



