Política

Mobilização nas redes no 7 de Setembro cai e é quase a metade do ano anterior

Um boletim feito pelo Instituto Democracia em Xeque mostra que há menos posts sobre o feriado de 7 de Setembro nas redes sociais neste ano do que em 2025. No acumulado das primeiras onze horas do feriado, foram 62. 700 menções, contra 108. 800 no ano anterior. Isso significa que o volume atual equivale a 58% do registrado no ano passado — ou 42% menor.

Já era possível ver a diferença na véspera: em 6 de setembro de 2025, no horário de pico (21h), houve 11. 900 posts mencionando o feriado nas redes sociais, ante 6. 400 neste ano no mesmo horário, quase a metade.

Na manhã desta segunda, quando diversos atos políticos devem ocorrer pelo país, houve aceleração nas menções, mas a diferença com o volume de 2025 se mantém.

Veja a comparação por horário:

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  • 8h: 10. 000 posts em 2025, 5. 500 posts em 2026
  • 9h: 15. 300 posts em 2025, 8. 100 posts em 2026
  • 10h: 21. 700 posts em 2025, 14. 000 posts em 2026
  • 11h: 32. 100 posts em 2025, 20. 600 posts em 2026
Gráfico de linha comparando menções ao 7 de setembro em 2025 (linha amarela) e 2026 (linha azul) por hora. Em 2025, o pico foi de 35.000 menções às 14h, enquanto em 2026, o pico foi de 20.000 menções às 12h, mostrando uma queda significativa no engajamento em 2026
Mobilização nas redes no 7 de Setembro (Reprodução/Democracia em Xeque/.)
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O levantamento também mostrou qual é o principal teor das publicações que mencionam o feriado, com dimensão eleitoral crescente. Críticas ao ministro Alexandre de Moraes e ao STF aparecem com frequência, bem como imagens do desfile oficial do governo, em Brasília. O post de maior alcance até o momento, com 172. 000 visualizações, contém uma crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e classifica o ato como “esvaziado”.

Além do desfile oficial, há mobilizações em outras cidades organizadas por candidatos de direita. O principal é o já tradicional ato bolsonarista na Avenida Paulista, em São Paulo, que começa às 15h com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL). O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também esteve na avenida mais cedo. O presidenciável do Missão, Renan Santos, anunciou um protesto no obelisco do Ibirapuera, também na capital paulista, enquanto o do Avante, Augusto Cury, fez uma caminhada em Copacabana, no Rio de Janeiro.

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