Morta aos 72 anos, atriz comandou refúgio com vista para o RJ e verdadeiro museu pessoal

A atriz Marília Pêra (1943–2015), que faleceu aos 72 anos, mantinha um refúgio pessoal no Rio de Janeiro voltado à preservação de suas memórias profissionais. No ano de 2007, a artista recebeu a apresentadora Angélica, do programa “Estrelas”, da TV Globo, para uma gravação focada em sua trajetória artística.
Durante a visita, a atriz apresentou detalhes do apartamento carioca. O espaço reunia peças ligadas à sua história no teatro e na televisão, além de objetos que revelavam aspectos de sua personalidade.
Conversa e vista da cidade
O encontro começou na área externa do imóvel, cercada por plantas e com vista para a cidade maravilhosa. O local proporcionou um ambiente tranquilo para o início da entrevista, que continuou na parte interna da residência.
Sentadas em um sofá branco, Marília relatou à apresentadora particularidades de sua trajetória profissional, construída por meio de trabalhos marcantes nos palcos e nas telas brasileiras.
Lembranças e cartazes na decoração
A ambientação do imóvel refletia a ligação constante da moradora com a arte. Entre a mobília e os itens pessoais, quadros com registros fotográficos históricos e recordações de variadas fases de sua vida profissional contavam parte de seu percurso.
As paredes também exibiam cartazes de peças teatrais encenadas pela artista ao longo dos anos. Cada detalhe da composição remetia a produções e personagens interpretados por Marília, reconhecida pela versatilidade ao atuar em diferentes gêneros.
Entre os projetos marcantes de sua trajetória está o filme “Central do Brasil”, lançado em 1998 e dirigido por Walter Salles. A obra obteve reconhecimento internacional e alcançou posição de destaque no cinema nacional, somando-se à notoriedade conquistada pela artista nos palcos e na teledramaturgia.
Acervo com trajes de cena
Outro ambiente da residência chamou a atenção da visitante: roupas e bijuterias usadas em espetáculos e na caracterização de personagens ficavam guardadas em um local específico.
A coleção reunia peças de diversos momentos do percurso profissional da atriz e despertou o interesse da apresentadora. Os itens demonstravam a relevância da caracterização na construção de seus papéis.
Ao reunir a área externa arborizada, a paisagem do Rio de Janeiro e cômodos repletos de fotografias, cartazes e figurinos, o apartamento operava como extensão direta de uma carreira dedicada à atuação.



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