O ‘número mágico’ que os bolsonaristas estimam que daria vitória contra Lula

Os apoiadores do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), apesar de crises variadas na pré-campanha, acreditam que o pré-candidato ainda tem boas chances de derrotar Luiz Inácio Lula da Silva e tomar dele o cargo de presidente da República em outubro deste ano.
Para isso, estimam um “número mágico” para que Flávio chegue ao segundo turno em condições de derrotar o petista: uma desvantagem de no máximo quatro ou cinco pontos, entendem, pode ser revertida no confronto direto entre ambos. Além de atrair o voto antipetista e da população que rejeita o atual governo (metade do eleitorado), ele também teria o apoio dos outros nomes e partidos da centro-direita e direta.
No último Datafolha, de junho, Flávio estaria hoje quatro pontos atrás de Lula no segundo turno (43% contra 47% do petista), o que configura, inclusive, empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No primeiro turno, a desvantagem é de dez pontos percentuais para o senador do PL, que tem 31% das intenções de voto contra 41% do presidente.
Os cenários são parecidos na pesquisa Atlas Bloomberg, também de junho, onde a diferença é de dez pontos percentuais no primeiro turno (46,3% para o petista e 36,6% para Flávio) e de pouco mais de seis pontos no segundo (48,8% a 42,3%) — a margem de erro é de um ponto percentual.
Pedras no caminho
A confiança do bolsonarismo vem também do fato de o senador, apesar dos percalços, não ter se desidratado profundamente na corrida eleitoral e ainda ser, com folga, o principal adversário de Lula.
Desde o início do ano, Flávio teve que superar o desgaste com a revelação de um áudio no qual pedia dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master; a crise com as críticas feitas pela ex-primeira-dama e madrasta Michelle Bolsonaro; as ressalvas ao seu papel no episódio das tarifas que os EUA ameaçam impor ao Brasil; e as operações policiais variadas da Polícia Federal que abateram boa parte de seus aliados no Rio de Janeiro.
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