Pesquisa eleitoral mostra o eleitor que pode decidir a disputa entre Flávio e Lula na reta final

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Com o eleitorado de Lula e de Flávio Bolsonaro cada vez mais convicto, a definição do segundo turno pode depender de um grupo que ainda não se posicionou: os eleitores que não votaram na primeira etapa da eleição. A avaliação é de Robson Bonin, editor da coluna Radar, no Ponto de Vista, programa de análises e entrevistas de VEJA apresentado por Laísa Dall’Agnol. Segundo o colunista, a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira, 13, que mostra Flávio com 52% dos votos válidos contra 48% do presidente Lula, ainda não traz indicativo de como esse contingente vai se comportar (este texto é um resumo do vídeo acima).
O que a pesquisa revela sobre quem já decidiu?
Para Bonin, o levantamento mostra uma consolidação do cenário do primeiro turno. “Quem votou no Flávio Bolsonaro disse que vai votar no Flávio Bolsonaro e está mais convicto desse voto. E quem votou no presidente Lula no primeiro turno também está mais convicto desse voto”, afirmou, citando a leitura de diretores de institutos de pesquisa sobre os fatos dos últimos dias.
Os números apresentados por Laísa reforçam o diagnóstico: 92% dos entrevistados dizem que a decisão está tomada e que não vão mudar de opinião. Outros 7% afirmam que ainda podem trocar de candidato no segundo turno, e 1% não soube ou não quis responder. A apresentadora lembrou que a diferença entre os dois candidatos é de quatro pontos, sem considerar a margem de erro, e que novas pesquisas de Quaest e Datafolha devem ser divulgadas nesta semana.
Quem ainda pode mudar o resultado?
Na avaliação de Bonin, a dúvida está na “ampla gama de eleitores” que não votaram no primeiro turno e que podem agora tomar posição. Segundo ele, a escolha desse grupo dependerá do curso da campanha, que classificou como “muito belicosa” nos últimos dias, e dos fatos que surgirem até a votação.
Que fatos podem pesar sobre esse eleitor?
O primeiro citado pelo colunista são as revelações publicadas por VEJA nesta semana sobre pagamentos que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, afirma ter feito ao Instituto Lula, por orientação do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, para um documentário sobre o presidente.
O segundo fator envolve as ruas. Laísa observou que aliados de Lula convocaram apoiadores para uma manifestação na Avenida Paulista e que a campanha de Flávio também chamou um ato bolsonarista no mesmo local. Para Bonin, o ato do fim de semana reuniu muitos apoiadores do presidente, mas representa “claramente uma bolha de esquerda”. “A imagem que a gente tem é de apoiadores muito consolidados do presidente Lula”, disse.
Por que a radicalização pode afastar o eleitor não alinhado?
Segundo o colunista, o que pode influenciar quem está fora dos dois campos são as imagens de vandalismo registradas na Paulista, como pessoas em cima da estação de metrô, adesivos e pichações. Cenas desse tipo, afirmou, “acabam decidindo o voto de gente que não tem relação com esse tipo de briga política” e com posturas radicais de ambos os lados. “E isso vale também para o Flávio Bolsonaro”, ponderou.
Bonin acrescentou que as duas campanhas apostam em fatos que “flertam com fake news” e em ataques, estratégia que, segundo ele, leva o eleitor a decidir a partir do medo. Como exemplo, citou o discurso de Lula de que uma vitória de Flávio poderia acabar com direitos sociais e colocar em risco o regime democrático.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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