PGR defende envio do caso ‘Dark Horse’ a Mendonça, e Fachin definirá relator após pedido de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu nesta segunda-feira (22) que o presidente da corte, Edson Fachin, decida se um pedido de investigação que envolve o filme “Dark Horse” deve ficar sob sua relatoria ou do ministro André Mendonça.
A medida foi tomada após a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar pelo envio do caso a Mendonça. O órgão avaliou que o ministro já analisa o assunto e que, por isso, essa nova investigação também deveria ficar com ele.
A solicitação de investigação foi apresentada pelo vice-líder do governo Lula (PT) na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele pediu a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
Segundo Lindbergh, Flávio teria trabalhado para captar dinheiro junto ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, e o montante poderia ter sido destinado a manter Eduardo nos EUA, como suspeita a Polícia Federal.
O documento do petista também aponta que os recursos poderiam ter sido utilizados não apenas para a manutenção de Eduardo no exterior, onde ele vive desde fevereiro do ano passado, mas também para financiar a campanha de sanções e tarifas pela anistia do pai.
Flávio e Eduardo negam a hipótese. O senador disse que só tratou com Vorcaro para conseguir angariar recursos para realizar o longa-metragem. Já o ex-deputado chamou de “tosca” a suspeita da PF porque, segundo ele, seu status de migração vedaria recebimento de valores.
Folha de São Paulo



