Política

Por que candidato com 9% no primeiro turno aparece à frente de Lula no segundo turno em pesquisa

A pesquisa BTG/Nexus traz um resultado que, à primeira vista, parece contraditório: Augusto Cury aparece com 9% das intenções de voto no primeiro turno, mas registra 45% em uma simulação de segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva, que tem 43%. A diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro e, portanto, configura empate técnico. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira, 8. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Como Cury chega a um patamar tão diferente no segundo turno?

Segundo Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, o desempenho está relacionado principalmente ao fato de Lula ser o único candidato identificado com a esquerda no cenário e apresentar índice elevado de rejeição. Na pesquisa, 49% dos eleitores dizem que não votariam no presidente de jeito nenhum. Nesse contexto, um eleitor que conhece pouco Cury pode, diante de uma disputa binária, optar pelo candidato do Avante como alternativa a Lula.

No primeiro turno, Cury oscilou de 11% para 9%, dentro da margem de erro. Ele aparece em terceiro lugar, mas ainda distante dos dois primeiros colocados: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro, 35%. Para Tokarski, essa diferença torna pouco provável, com os números atuais, que Cury consiga crescer o suficiente para ameaçar a presença de Lula ou Flávio no segundo turno.

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Por que Lula tem desempenho diferente contra outros adversários?

A simulação com Cury é justamente aquela em que Lula registra seu pior resultado. Contra Flávio Bolsonaro, o petista tem 45%, ante 46% do senador. Contra Ronaldo Caiado, o presidente aparece com 46%, diante de 43% do governador; contra Romeu Zema, tem 47% contra 40%; e, contra Renan Santos, marca 47% contra 39%.

Tokarski chama atenção para uma diferença específica entre os cenários. Segundo ele, existe um percentual de eleitores que, apesar de rejeitar Lula, ainda prefere votar no presidente quando o adversário é Flávio Bolsonaro. Na disputa contra Cury, parte desses eleitores deixa de escolher Lula.

O resultado significa que Cury pode chegar ao segundo turno?

Para o CEO da Nexus, não. Ele lembra que o desempenho em uma simulação de segundo turno não deve ser confundido com força eleitoral suficiente para alcançar essa etapa da disputa. Como exemplo, cita a eleição de 2022, quando Ciro Gomes chegou a aparecer bem posicionado em algumas simulações de segundo turno, embora tenha terminado a eleição em quarto lugar.

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A pesquisa atual mostra uma distância significativa entre Cury e os dois líderes no primeiro turno. Com 9%, ele tem menos de um terço das intenções de voto de Lula e pouco mais de um quarto das de Flávio Bolsonaro. Por isso, Tokarski considera de baixa probabilidade, a partir dos números atuais, um segundo turno entre Lula e Cury.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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