Prefeito do Recife e partidos da direita em Pernambuco se somam às mobilizações pela reeleição de Lula

Não deu tempo dos vitoriosos celebrarem e nem dos derrotados lamberem suas feridas. A semana pós-primeiro turno em Pernambuco teve uma programação intensa de plenárias públicas, mobilizações em universidades e reuniões de articulação e planejamento visando a reeleição do presidente Lula (PT). E uma novidade observada nos encontros foi a presença de lideranças de partidos que no plano nacional ocupam o campo da direita. MDB, Republicanos, Cidadania e PSD foram as siglas cujos dirigentes já se somaram à campanha. O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), também se somou.
No Recife, a direção do PT convidou dirigentes de outros partidos para compor o que chamou de “coordenação ampliada” da campanha de Lula em Pernambuco. Além dos senadores petistas Teresa Leitão (PT) e Humberto Costa (PT) e do presidente estadual do partido, Carlos Veras (PT), se somaram o ex-deputado federal Raul Henry (MDB), dirigente do partido em Pernambuco; Carlos Costa (Republicanos), candidato a vice-governador na chapa de João Campos; o candidato ao governo do estado Ivan Moraes (Psol), que tem participado de uma série de atividades de apoio a Lula, e sua vice Alice Gabino (Rede).
Também se somaram o presidente estadual do PSB, deputado estadual Sileno Guedes; e dirigentes do PV, PDT, PCB e PCdoB, além do Cidadania, partido que deu apoio à governadora Raquel Lyra. Na plenária realizada na noite desta sexta, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), marcou presença e fez o comparativo do que viu, como chefe de gabinete do ex-prefeito João Campos, de diferente entre as gestões Bolsonaro e Lula.
“As pessoas se perguntam: será que seria tão ruim assim? No governo Bolsonaro foram enviados para o Recife R$ 34 milhões, enquanto no governo Lula já foram assinados repasses de R$ 555 milhões. Isso é recurso para Minha Casa Minha Vida, obras de encostas (barreiras), drenagem, saneamento… Como é que eu não vou defender isso com garra e cabeça erguida?!”, e completou mostrando confiança. “O desafio é gigante, mas a vitória será muito bonita”.
A senadora Teresa Leitão lembrou que nenhuma disputa presidencial, seja as quatro em que o PT perdeu ou as cinco em que se saiu vitorioso, nenhuma foi fácil. “A princípio lutávamos contra os neoliberais e ganhamos contra eles. Depois veio o golpe em Dilma. Temer abriu uma avenida enorme para Bolsonaro chegar — e quando ele chegou, vencemos ele, tiramos ele da cadeira. A gente vai devolver essa cadeira para Bolsonaro? (…) A gente não vai perder para basculho”, bradou a líder petista. O senador reeleito Humberto Costa (PT) destacou as orientações dadas à militância. “Trabalhar no diálogo pelas redes sociais, organizar atividades de rua, sempre fazendo o comparativo entre Lula e Flávio Bolsonaro, além de apontar as nossas propostas para o futuro”.
No Sertão
Em Petrolina, o ex-prefeito Júlio Lóssio (PSD) marcou presença numa plenária organizativa realizada na sede municipal do PT na quinta-feira (8). À frente do executivo municipal por dois mandatos (2009 a 2016), Lóssio destacou ter sido parceiro do Governo Federal desde o fim do governo Lula (PT) e acompanhou a gestão Dilma Rousseff (PT) até o impeachment. Dez anos depois, continua se considerando alinhado ao projeto de país encabeçado por Lula. “Não seria prudente caminhar com um projeto político diferente daquele que defendemos para o Brasil”, afirmou.
A entrada do PSD na campanha, segundo Lóssio, foi endossada pelo ministro da agricultura André de Paula e pelo deputado federal Túlio Gadelha, que não participaram das atividades recentes no Recife. A governadora Raquel Lyra (PSD) optou por não se posicionar sobre a disputa presidencial. Também participaram da reunião em Petrolina lideranças locais do Psol, do PSB e lideranças de movimentos sociais e sindicais da região.



