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‘PSOL não é bem-vindo’, diz Kalil sobre adesão de federação de esquerda à sua campanha em Minas

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O ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), declarou que não dará espaço para o PSOL em sua chapa, após a federação do partido, formada com a Rede Sustentabilidade, declarar apoio à sua candidatura e definir o nome da ex-deputada federal Áurea Carolina (PSOL-MG) para disputar o Senado pelo grupo em 2026.

Quero a Rede em minha campanha. Já o PSOL não é bem-vindo”, afirmou o cacique político em nota nesta terça-feira, 11. Na noite de ontem, ele já havia dito para VEJA que só estava negociando com a Rede, mesmo sabendo que ambos os partidos precisam se decidir de forma conjunta pela lei eleitoral.

Em votação, o diretório mineiro da federação PSOL-Rede definiu, por quatro votos a três, que iria apoiar Kalil para o governo do estado, criando um cenário diferente do nacional, no qual o grupo é base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso sigam com essa posição, o palanque de Lula em Minas, que é encabeçado pelo deputado federal Patrus Ananias (PT) se tornará seu adversário.

Insatisfeita com a decisão interna, a cúpula mineira do PSOL já tenta recorrer nas instâncias nacionais da federação. A rejeição de Kalil ao partido deverá fortalecer o argumento dos psolistas e ajudar a levá-los de volta para junto do PT — algo a ser definido nas próximas horas.

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No palanque petista, no entanto, o PSOL também não é o favorito para disputar uma vaga ao Senado, já que o primeiro nome para esse posto é o da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), cujo eleitorado poderia ser disputado diretamente com Áurea Carolina. A ideia do PT é seguir em negociação com o PSB, tentando encontrar um nome mais de centro e ligado ao mercado para ocupar a segunda vaga ao Senado.

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