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Quem foi Asa Branca, o locutor que virou símbolo dos rodeios no Brasil

Em um rodeio, o touro e o peão são os protagonistas da arena. É sobre eles que os olhares do público nas arquibancadas se concentram quando o portão se abre e para quem as palmas são direcionadas. No entanto, quando se fala em Asa Branca, o espetáculo ganha mais um personagem de destaque.

O locutor foi capaz de transformar os poucos segundos de tensão de cada montaria em emoção com uma narração firme e inovadora. O resultado? Tornou-se uma das vozes mais marcantes dos rodeios brasileiros na década de 1990.

A trajetória de Waldemar Ruy dos Santos é retratada em Asa Branca – A Voz da Arena, filme que estreou no catálogo do Telecine nesta sexta (14). Felipe Simas, ator conhecido por interpretar personagens de destaque em novelas da TV Globo, foi escolhido para dar vida ao ícone (confira aqui o trailer oficial do longa).

À primeira vista, pode parecer que a voz marcante e inconfundível de Asa Branca, que morreu em 2020, aos 57 anos, em decorrência de um câncer, o conduziu naturalmente para a locução. Mas não foi esse o caminho que ele imaginou para si.

Em entrevistas, o locutor fazia questão de contar que, embora as arenas fizessem parte dos planos desde a infância em Turiúba (SP), o sonho estava mesmo do outro lado da porteira: ele queria ser peão e viver a adrenalina em cima dos touros.

A relação com os rodeios até começou da forma que desejava, mas um grave acidente durante uma montaria em Fernandópolis (SP) mudou sua trajetória. Asa Branca foi pisoteado por um touro e teve o pulmão perfurado, episódio que acabou direcionando-o para outra profissão.

Asa Branca tinha o sonho de ser peão de rodeio — Foto: Divulgação
Asa Branca tinha o sonho de ser peão de rodeio — Foto: Divulgação

Em uma viagem aos Estados Unidos, Asa Branca conheceu um equipamento que ajudaria a transformar sua carreira: o microfone sem fio. Ele identificou as possibilidades do aparelho e resolveu narrar as montarias de dentro da arena, adicionando emoção e um jeito próprio às transmissões.

“De repente, num show country, vi o cara cantando com um microfone sem fio. Eu nunca tinha visto aquilo. No Brasil, ninguém ainda tinha, nem a Xuxa e nem o Faustão”, disse.

A ideia fez sucesso não apenas nos rodeios. O locutor passou a ser convidado para programas de televisão e também participou de novelas, levando o estilo próprio de narração para bem longe das arenas.

Além da estreia no catálogo do Telecine, o filme será exibido ainda no Telecine Premium, hoje (15/8), às 22h (de Brasília), e no Telecine Pipoca, amanhã (16/8), às 20h (de Brasília).


Globo Rural

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