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Redes sociais viram campo de batalha judicial entre campanhas de Tarcísio e Haddad

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Embora a corrida ao Palácio dos Bandeirantes não tenha iniciado de forma oficial, o que só deve ocorrer em meados de agosto, nos bastidores das pré-campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad, o clima é outro e o uso das redes sociais é uma das provas desse cenário.

Diferentes magistrados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinaram, no acumulado, a remoção de 21 publicações, com a aplicação de multa para um dos integrantes da campanha do ex-ministro da Fazenda. As punições ocorreram devido ao uso de impulsionamento irregular e à disseminação de conteúdos considerados enganosos contra a atual gestão do governador paulista.

O caso da penalização financeira envolve especificamente o coordenador do programa de governo de Fernando Haddad, o deputado estadual Emídio de Souza (PT), que foi condenado ao pagamento de 10 mil reais. Para a Justiça Eleitoral, o parlamentar fez uso de conteúdo sintético, ou seja, de inteligência artificial para alterar a imagem de uma pessoa viva. Mas, esse não é o único episódio de utilização da ferramenta digital durante a pré-campanha. As decisões de controle e moderação do TRE denunciam o emprego ilegal de inteligência artificial. Além da exploração de páginas que se apresentam ao público como perfis independentes.

As ações judiciais apresentadas recentemente pelos representantes do diretório estadual do partido Republicanos atingiram de forma direta diversas publicações de outros correligionários, como o deputado estadual Antonio Donato e o deputado federal Jilmar Tatto.

Na avaliação técnica de integrantes da equipe do governador Tarcísio de Freitas, o conjunto das sentenças recentes proferidas pela Justiça Eleitoral expõe uma estratégia política organizada de difamação sistemática direcionada contra o chefe do Executivo de São Paulo. A equipe oficial de pré-campanha também repudia publicamente o uso contínuo do que avalia como sendo “expedientes ilegais” para tentar influenciar e tumultuar a futura disputa eleitoral no Estado.

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