risco fiscal e varejo dos EUA guiam o câmbio

Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão (13/08) em queda de 0,19%, aos 5.204 pontos, interrompendo uma sequência de três altas. No Brasil, o movimento refletiu a redução das posições de investidores estrangeiros em ativos locais, intensificada pelo rebaixamento do País pelo JPMorgan, pelas pesquisas eleitorais e pela piora da percepção fiscal. Esse ambiente também manteve a Bolsa brasileira e os demais ativos domésticos sob cautela.
Para os traders de minidólar, o foco nesta sexta-feira estará na continuidade do fluxo estrangeiro e na percepção sobre os riscos fiscal e eleitoral. No exterior, o comportamento do dólar, dos Treasuries e do petróleo também seguirá no radar após a inflação ao produtor dos EUA aliviar as apostas em altas de juros pelo Fed nas reuniões mais próximas.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo negativo, interrompendo três altas consecutivas. O contrato também terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que sinaliza perda de força compradora e mantém o risco de continuidade da correção no curtíssimo prazo.
Para prolongar a baixa nesta sexta-feira, considero necessária a entrada de volume vendedor capaz de romper o suporte em 5.196/5.180,5 pontos. Abaixo dessa faixa, a pressão vendedora poderá ganhar intensidade e conduzir o contrato à região de 5.159/5.145 pontos. Em um movimento mais prolongado, o próximo objetivo estará em 5.122,5/5.102,5 pontos.
Em sentido contrário, uma retomada da alta dependerá da entrada de volume comprador e do rompimento da resistência em 5.221/5.232,5 pontos. Acima desse intervalo, o minidólar poderá avançar em direção a 5.255/5.275 pontos. Caso o fluxo comprador ganhe consistência, o alvo mais longo estará na região de 5.295/5.303,5 pontos.
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No gráfico diário, observo que o minidólar voltou a recuar na última sessão, mas permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Na minha avaliação, essa configuração ainda preserva uma estrutura mais favorável aos compradores, embora a continuidade da alta dependa da superação de resistências importantes.
Para retomar o movimento positivo, o contrato precisará romper inicialmente a região de 5.255/5.303,5 pontos. A superação dessa faixa poderá abrir espaço para um avanço em direção a 5.377,5/5.490 pontos.
Por outro lado, a continuidade da baixa dependerá da perda dos suportes em 5.146, 5.087 e 5.016 pontos. Abaixo dessas referências, o fluxo vendedor poderá ganhar intensidade e levar o minidólar à faixa de 4.946/4.910,5 pontos. O IFR (14) está em 56,93 pontos, permanecendo em zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
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Dólar futuro (WDOU26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo negativo e passou a negociar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mostra maior equilíbrio entre compradores e vendedores, deixando a definição do próximo movimento condicionada ao rompimento das regiões técnicas mais próximas.
Para retomar a alta, será necessária a entrada de fluxo comprador capaz de superar as resistências em 5.221, 5.232,5 e 5.255 pontos. Acima dessa faixa, o contrato poderá buscar 5.295/5.303,5 pontos. Caso o rompimento seja acompanhado por maior força compradora, os próximos objetivos estarão em 5.350 pontos e, no cenário mais longo, em 5.378 pontos.
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Para dar continuidade à baixa, acompanho a perda dos suportes em 5.180,5, 5.159 e 5.145 pontos. Abaixo dessas regiões, o fluxo vendedor poderá ganhar intensidade e conduzir o contrato a 5.122,5/5.102,5 pontos. Em uma correção mais prolongada, o alvo estará na faixa de 5.087/5.071 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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