Economia

Rubio responde a Flávio e indica audiência dos EUA como caminho para discutir tarifas

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu à carta enviada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e reforçou que a audiência pública marcada para 6 de julho será o principal canal para discutir as tarifas de 25% propostas sobre produtos brasileiros.

Na carta, datada de 23 de junho, Rubio afirma que qualquer interessado no Brasil poderá participar do período de consultas públicas conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O documento destaca que os pedidos para participar da audiência deveriam ser apresentados até 22 de junho e que o prazo para envio de manifestações escritas permanece aberto até 1º de julho.

A resposta de Rubio ocorre após Flávio anunciar que pretende comparecer à audiência para defender a suspensão das tarifas e propor uma solução negociada para as divergências comerciais entre os dois países. O governo Lula, por sua vez, tem criticado esse caminho e afirma que a defesa dos interesses brasileiros deve ocorrer por meio dos canais diplomáticos oficiais.

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Além da questão comercial, Rubio dedicou parte da carta ao tema da segurança pública. O secretário agradeceu o apoio manifestado por Flávio Bolsonaro à decisão do governo americano de enquadrar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras.

Segundo Rubio, as duas facções representam uma ameaça que ultrapassa as fronteiras brasileiras e justificam a atuação dos Estados Unidos contra suas redes de financiamento, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas.

O secretário também voltou a defender a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil. Na carta, ele afirma que Washington continua identificando diferenças relevantes nas negociações envolvendo comércio digital, meios eletrônicos de pagamento, tarifas consideradas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Esses temas fazem parte da investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da legislação comercial americana e serviram de fundamento para a proposta de aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.

Rubio encerra a mensagem afirmando que os Estados Unidos desejam manter um Brasil “próspero, seguro e economicamente estável”. Ele também menciona as eleições presidenciais de outubro e registra que recebeu a oferta feita por Flávio Bolsonaro de colocar uma equipe de transição à disposição de Washington caso seja eleito.

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“O governo dos Estados Unidos está pronto para trabalhar de forma cooperativa com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para construir uma relação comercial e de investimentos ampla, justa e mutuamente benéfica”, escreveu o secretário.

A carta ainda manifesta expectativa de continuidade do diálogo entre os dois países e de fortalecimento da parceria estratégica entre Brasil e Estados Unidos.

Infomoney

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