Política

Tarcísio afirma que ‘talvez’ dispute a Presidência no futuro

O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta quarta (19) que “talvez” dispute a corrida pela Presidência da República no futuro.

Tarcísio foi questionado se pretende se candidatar à Presidência no futuro em entrevista publicada nas redes sociais da Jovem Pan. “Talvez”, respondeu, sem mencionar se isso poderia ocorrer já em 2030.

Antes, ele participou de uma sabatina na emissora em que disse se identificar com o bolsonarismo. “É lógico que a gente sempre rechaça aquilo que não faz sentido, veja o esforço que fizemos em São Paulo para elevar a cobertura vacinal”, afirmou.

Uma possível candidatura de Tarcísio à Presidência foi apoiada pelo centrão e por uma ala dos bolsonaristas até mesmo após o anúncio de que Jair Bolsonaro (PL) teria escolhido seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), para disputar a corrida eleitoral contra Lula.

Publicamente, o governador sempre se esquivou quando o assunto era interesse à cadeira do governo federal. Ele foi criticado por aliados de Flávio após cancelar visita a Bolsonaro ao saber que seria comunicado que o filho do ex-presidente seria o candidato à Presidência. A atitude foi interpretada como sinal de que o governador desejava concorrer ao Planalto. Também recebeu críticas por, na avaliação desses bolsonaristas, não manifestar apoio explícito à candidatura de Flávio.

Um mês depois, no entanto, ele e Flávio se encontraram no Palácio dos Bandeirantes. Após a reunião, publicaram uma foto apertando as mãos com uma legenda que dizia que estavam juntos para construir o “Projeto Brasil”. Em evento na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), o governador chamou o senador de “futuro presidente” do Brasil.

Na busca pela reeleição, Tarcísio lidera as intenções de votos em São Paulo. O atual governador está a frente de Fernando Haddad (PT) em diferentes levantamentos eleitorais e com folga tanto no primeiro quanto no segundo turno. Aliados do candidato à reeleição, já falam em uma vitória no primeiro turno.

Em campanha ao governo estadual, ele tem nacionalizado o discurso em diversas agendas. Em evento na terça (18) do banco Santander, Tarcísio criticou a gestão orçamentária de Lula e disse que, se não houver um equilíbrio nas contas públicas, o Brasil vai “tomar um tombo daqui a pouquinho”.

Folha de São Paulo

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