Política

TSE diz que Embaixada dos EUA pediu reunião, mas não informou motivo da visita ao Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou neste sábado, 25, que foi procurado pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar de uma possível reunião envolvendo representantes do governo norte-americano. Segundo a Corte, porém, o assunto que seria discutido não foi informado e o encontro acabou não sendo marcado em razão do recesso do Judiciário. O tribunal também não confirmou se os integrantes da missão eram os mesmos diplomatas que tiveram os vistos negados pelo governo brasileiro.

Na sexta-feira, 24, o Itamaraty recusou os pedidos de visto de dois integrantes do Departamento de Estado dos EUA, citados pelo jornal The Washington Post como parte de uma iniciativa para discutir a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. De acordo com fontes do governo, a viagem ocorreria poucas semanas antes das eleições presidenciais e foi considerada incompatível com a tradição brasileira de receber apenas missões internacionais de observação eleitoral oficialmente reconhecidas.

O TSE destacou ainda que, na última semana, o presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, reuniu-se com embaixadores de 25 países para apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas e esclarecer dúvidas sobre o processo eleitoral. Um novo encontro com representantes diplomáticos está previsto para o próximo mês, e a embaixada dos Estados Unidos deverá ser convidada, assim como os demais países com representação no Brasil.

Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros classificaram a tentativa de envio da missão americana como uma interferência indevida em um tema de competência exclusiva das instituições brasileiras. A avaliação ocorre em meio à repercussão de declarações de aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL), que voltaram a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas — alegações já rebatidas pelo TSE.

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