Zema inicia campanha com promessa de ‘superpresídio’ e críticas a ministros do STF

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) iniciou sua campanha eleitoral neste domingo (16) em Montes Claros, cidade no norte de Minas Gerais, região de maior votação no presidente Lula (PT) no estado
Sem a presença do governador Mateus Simões (PSD) e sem o seu candidato a vice-presidente, o senador Eduardo Girão (Novo), Zema assistiu a uma missa na Igreja Matriz da cidade. Em seguida, caminhou até o Mercado Municipal.
Em discurso, Zema colocou a segurança pública como um dos principais eixos de sua candidatura e defendeu o endurecimento da legislação penal. O candidato afirmou que pretende construir o que chamou de “superpresídio” no Norte do país para abrigar líderes de facções criminosas.
“O problema do Brasil é que bandido fica solto. A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta, mas nós vamos mudar essas leis. Precisamos colocar para mofar atrás das grades quem estupra, quem mata e hoje fica solto infernizando a vida das pessoas de bem”, afirmou
O candidato também defendeu a construção de mais presídios em outras regiões do país e afirmou que pretende ampliar a assistência às mulheres, com delegacias especializadas.
Zema também direcionou parte do discurso contra integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal), ao criticar o que chamou de uma “casta nova” de autoridades que atuam em Brasília.
Embora não tenha citado diretamente Alexandre de Moraes, o candidato fez referência ao contrato de advocacia firmado pelo escritório da esposa do ministro com o Banco Master.
“O Brasil não é um país fracassado, é um país roubado. É político ficando cada vez mais rico, com contrato de R$ 129 milhões para esposa, e o povo cada vez mais pobre”, afirmou.
Depois, Zema citou Gilmar Mendes, destacando responder a um processo movido pelo ministro.
“Criou-se uma casta nova, a dos intocáveis, que estão em Brasília se considerando acima da lei. Sou o candidato que mais tem denunciado esses absurdos, inclusive respondendo processo do Gilmar Mendes, com muito orgulho. Vou continuar falando porque não tenho rabo preso”, disse.
Zema disse representar “as pessoas de bem que carregam esse país, que pagam os impostos e estão sofrendo e sendo perseguidas”. Afirmou ainda que sua eventual gestão terá uma equipe com ficha limpa e será marcada por transparência.
O candidato ainda afirmou que espera chegar ao segundo turno da eleição presidencial e defendeu a união dos candidatos de direita contra o PT.
“Estarei no segundo turno e, tal como aconteceu no Chile, toda a direita estará unida. Qualquer um que estiver contra o PT terá o meu voto”, declarou.
Zema iniciou as agendas em Montes Claros na última sexta-feira (14), com um encontro com representantes do agronegócio. Neste domingo, ainda participa de um almoço com candidatos a deputado estadual e federal do Novo.
Folha de São Paulo



