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‘Sofremos, mas sabemos lidar com isso’, diz Scaloni depois de vitória sobre a Áustria

O treinador da Argentina, Lionel Scaloni, elogiou sua equipe após a vitória por 2 a 0 sobre a Áustria e disse que os atletas tiveram uma boa postura em momentos nos quais o adversário tentou pressionar a defesa alviceleste.

“Quando chega a hora de sofrer, a equipe sofre. Hoje, em alguns momentos, mesmo que eles não tenham nos incomodado muito, é verdade que não tivemos a posse de bola. Sofremos, mas sabemos lidar com isso. Isso é mérito da equipe”, afirmou o técnico de 48 anos.

“Embora pudéssemos ter feito melhor, o mérito da equipe está em saber o que fazer em cada situação. Eles são um adversário difícil e complexo, que nunca desiste da bola. Estou feliz por termos nos classificado. As pessoas disseram que seria fácil, mas vocês viram como foi difícil. Foram partidas complicadas”, acrescentou o treinador, em referência à primeira partida de estreia contra a Argélia, vencida por 3 a 0.

Os cinco gols da Argentina no torneio foram marcados por Lionel Messi, que assumiu a artilharia isolada da história dos Mundiais, com 18 bolas na rede em seis participações. Ele poderia ter mais um na conta, se não tivesse desperdiçado cobrança de pênalti no início do duelo contra os austríacos.

“Depois do pênalti, houve alguns minutos em que parecia que nada estava acontecendo, mas isso também é fruto da maturidade que esta equipe tem. É um golpe não converter um pênalti, mas quando Messi entra no jogo, todos entram no jogo”, afirmou Scaloni.

“Mesmo hoje, quando o time estava com dificuldades sem a bola, ele se esforçou e a recuperou. Deu para ver que ele estava comprometido. E isso tem um motivo. Comprometer-se significa algo, e é isso que ele demonstra. É impressionante. Não sei o que mais dizer”, derreteu-se o treinador sobre mais uma atuação histórica de seu xará e camisa 10.

O técnico argentino disse ainda que “sempre há coisas para corrigir”, mas emendou que “vencer torna tudo mais fácil.”

“Há sete ou oito seleções que vão competir pela Copa do Mundo, mas não é sobre favoritos ou os jogadores que cada seleção tem. Vai ser sobre outros aspectos, psicológicos e físicos”, disse o técnico da alviceleste.


Esporte / Folha de São Paulo

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