Lula x Flávio: o peso dos escândalos recentes na opinião do eleitor, segundo pesquisa

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A maioria dos brasileiros ainda desconhece dois dos episódios políticos de maior repercussão das últimas semanas: a crise entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro e a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT). Os dados são da pesquisa Genial/Quaest, apresentados no programa Ponto de Vista. Embora os casos ainda não tenham alcançado a maior parte do eleitorado, a avaliação dos participantes foi de que ambos permanecem em aberto e podem ganhar relevância à medida que a campanha avança (este texto é um resumo do vídeo acima).
Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados afirmaram não conhecer o vídeo em que Michelle Bolsonaro faz críticas públicas a Flávio Bolsonaro, enquanto 49% disseram ter acompanhado o episódio. No caso da investigação envolvendo Jaques Wagner, 54% declararam desconhecer a operação; 15% afirmaram estar parcialmente informados e 31% disseram conhecer bem o caso.
O que a pesquisa revela sobre o vídeo de Michelle Bolsonaro?
O repórter da coluna Radar, Daniel Gullino, destacou que o levantamento mostra um descompasso entre a repercussão dos episódios no noticiário político e o conhecimento da população. “São assuntos que a gente ficou conversando dias, semanas, e não necessariamente chegam à maior parte do eleitorado”, observou.
Entre os entrevistados que conheciam o vídeo de Michelle Bolsonaro, 45% avaliaram que a ex-primeira-dama acertou ao divulgar as críticas contra Flávio Bolsonaro. Além disso, 31% disseram considerar totalmente verdadeiras as declarações feitas por ela. Esses números, segundo Gullino, sugerem que o episódio teve repercussão mais favorável à ex-primeira-dama entre quem tomou conhecimento do conteúdo.
Como o eleitor reage ao caso Jaques Wagner?
A pesquisa também mediu a percepção sobre a investigação envolvendo o senador petista. De acordo com Gullino, entre os entrevistados que conheciam o caso, 61% consideraram que Wagner agiu de forma errada. Além disso, 37% avaliaram que o episódio pode provocar impactos negativos sobre a campanha de Lula.
Para o jornalista, o levantamento indica que, embora o alcance da investigação ainda seja limitado, sua repercussão tende a ser predominantemente negativa entre aqueles que acompanham o assunto.
Por que esses episódios ainda podem influenciar a eleição?
Na avaliação do editor de VEJA José Benedito da Silva, o principal ponto é que nenhuma das duas crises está encerrada. “São dois episódios completamente abertos e cuja tendência é trazer novidades ao longo da campanha eleitoral”, afirmou.
Segundo ele, no caso de Michelle Bolsonaro, ainda existe indefinição sobre sua participação no processo eleitoral, embora a ex-primeira-dama tenha lançado recentemente o movimento Imparáveis e continue exercendo influência sobre aliados em diversos estados.
José Benedito observou que Michelle mantém capacidade de produzir fatos políticos relevantes. “Ela tem potencial de produzir noticiário tanto positivo quanto negativo para o Flávio. Neste momento, não me parece que a disposição dela seja produzir algo positivo”, afirmou.
A ausência de Michelle pode pesar para Flávio Bolsonaro?
Para o editor, um dos principais prejuízos para o senador é a possibilidade de Michelle permanecer distante da campanha presidencial. “Já havia o prejuízo do fato de a Michelle não se engajar na campanha. Flávio precisava muito dela, e me parece que esse engajamento não virá”, disse.
Na avaliação de José Benedito, a permanência da crise aumenta a possibilidade de novos desgastes para a candidatura do senador ao longo dos próximos meses.
O caso Banco Master também continua em aberto?
Além da crise familiar no bolsonarismo, José Benedito afirmou que as investigações relacionadas ao Banco Master também permanecem em andamento e podem produzir novos desdobramentos durante a campanha.
Para o editor, tanto esse caso quanto a disputa envolvendo Michelle Bolsonaro têm potencial para alterar o ambiente eleitoral caso surjam novas informações.
Pequenas oscilações podem decidir a disputa?
José Benedito ressaltou que o cenário eleitoral continua bastante equilibrado, o que amplia o peso de acontecimentos capazes de deslocar pequenas parcelas do eleitorado.
“Numa eleição equilibrada, qualquer um ponto para lá, dois pontos para cá, pode ser decisivo”, afirmou.
O editor lembrou que a disputa presidencial anterior foi definida por margem estreita e avaliou que, se a eleição de 2026 mantiver um cenário semelhante, episódios ainda pouco conhecidos hoje poderão adquirir maior importância conforme avancem as campanhas e aumente a exposição dos candidatos.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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