A reação dos delegados após Flávio Bolsonaro recusar escolta da PF

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As operações da Polícia Federal na proteção pessoal dos candidatos à Presidência contarão, a depender das circunstâncias e das avaliações de risco, com veículos blindados, grupos táticos, equipamentos de defesa antidrone, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas.
A corporação também já ativou, em Brasília, a sala de comando e controle para acompanhar, em tempo real, onde está cada uma das equipes. Ainda assim, o presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro, recusou a escolta especializada, sob alegação de que o diretor-geral do órgão, Andrei Rodrigues, que ele chama de “pau-mandado do Lula”, poderia infiltrar espiões em sua campanha.
O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Edvandir Paiva, ressaltou que escoltar candidatos é uma missão complexa, mas a PF tem décadas de experiência, sob as mais diferentes gestões, mesmo quando os protegidos vão na contramão das recomendações de segurança das equipes, principalmente em eventos com multidões.
“Confiança é um negócio muito subjetivo. Entretanto, é bom lembrar que, na última eleição, por exemplo, o então diretor-geral da Polícia Federal também era identificado pela oposição do PT como muito próximo do governo Bolsonaro. E, ainda assim, a Polícia Federal fez a segurança do então candidato Lula com competência e com técnica”, afirmou o delegado.
Paiva disse ainda que o presidenciável do PL, que preferiu seguir sob proteção da Polícia Legislativa do Senado, que o acompanha desde o início de seu mandato, em 2019, “vai deixar de contar com uma polícia extremamente preparada e que tenho certeza faria a segurança dele com todo o profissionalismo que a PF já demonstrou tantas vezes”.
Para além das suspeitas de uma suposta infiltração de espiões pró-Lula levantadas, sem provas, pelo Zero Um, apoiadores da família Bolsonaro até hoje se ressentem de que, em 2018, quando Jair Bolsonaro disputou e venceu a corrida ao Palácio do Planalto, era também a Polícia Federal que escoltava o capitão reformado quando ele sofreu um ataque a faca de Adélio Bispo durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro de 2018.
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