Gilmar Mendes quer ‘blindar’ o Supremo de delegados e militares

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes quer proibir militares, delegados e policiais sejam cedidos para trabalharem como assessores nos gabinetes da Corte. Decano do tribunal, Gilmar apresentou sua proposta do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que tem tido dificuldades de impor um código de conduta para os colegas.
Gilmar acredita que a simples presença de policiais nos gabinetes representa riscos para a condução das investigações. Para o decano, servidores das carreiras militares e policiais seriam vedados nos gabinetes para instrução de inquéritos ou processos e em atividades de assessoramento jurídico.
O ministro expande a proibição para militares das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias civis dos estados, polícias militares e corpos de bombeiros militares dos estados, polícias penais federal, estaduais e distrital.
O decano sugere que o presidente da Corte providencie o imediato retorno aos órgãos de origem dos servidores atualmente em exercício no Tribunal. Fachin poderá incluir a proposta de Gilmar na pauta, que seria apreciada por todos os ministros.
Gilmar apresenta sua sugestão após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal com dezenas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Master, ao ministro Alexandre de Moraes.
O relatório da PF mostra que Alexandre de Moraes manteve diversas conversas com Vorcaro, nas quais fica demonstrado que o magistrado defendia os interesses do banqueiro, e que teria chegado ao ponto de corrigir o texto do acordo de sua esposa, a advogada Viviane Barci, de 131 mihões de reais com o Master.
A proposta de Gilmar surge ainda no momento em que o diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, é citado em relatório da própria corporação que investiga o tráfico de influência envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Andrei fez várias articulações para retirar do gabinete do ministro André Mendonça os delegados da PF cedidos para para acompanhar as investigações do Banco Master. Mendonça é o relator do inquérito.
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